Governo de SP abre processo que pode expulsar tenente-coronel acusado de matar PM Gisele

 

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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo atendeu ao pedido da Corregedoria da Polícia Militar e determinou a abertura de um conselho de justificação contra o tenente-coronel Geraldo Neto, preso sob acusação de matar a esposa, a soldado Gisele Alves. O procedimento foi solicitado nesta segunda-feira (30) e marca uma nova etapa na apuração do caso.

O conselho de justificação, previsto na Lei Federal nº 5.836/1972, é um processo disciplinar que avalia a permanência de oficiais na corporação. Diferentemente da investigação criminal, a tramitação administrativa tende a ser mais rápida. A expectativa é de conclusão em até três meses, com possibilidade de expulsão até julho.

Segundo fontes na SSP ouvidas pela CBN, há consenso interno de que o oficial deve ser desligado da corporação.

A abertura formal do conselho depende da conclusão do inquérito conduzido pela Corregedoria da PM, cujo relatório será encaminhado ao Comando-Geral antes do início do processo. O procedimento é independente da esfera penal e pode resultar na perda do posto e da patente. O rito prevê prazo inicial de 30 dias, prorrogáveis por mais 20, e garante ao investigado o direito de defesa.

Abaixo-assinado

Familiares de PM morta por tenente-coronel fazem abaixo-assinado pela expulsão do oficial da PM

Reprodução

Na semana passada, a CBN noticiou que familiares e amigos da PM Gisele Alves Santana iniciaram um abaixo-assinado pedindo a demissão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que se tornou réu pelo crime de feminicídio e fraude processual. Apesar da prisão, o oficial permanece recebendo o salário de mais de R$ 30 mil.

Atualmente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto está preso no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.