O governo de Goiás anunciou para o dia 25 de agosto a licitação para selecionar as instituições responsáveis pela estruturação e operação do primeiro fundo de investimento imobiliário (FII) do Estado, nos moldes do que já existe atualmente em São Paulo. A ideia, segundo comunicado oficial, é dar uma nova destinação econômica a imóveis públicos, com gestão profissional. O fundo tem Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 12,3 bilhões.
Projeto semelhante existe no Paraná, o FII Paraná CCFI, que tem o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu como ativo. O Estado será inicialmente dono de 100% das cotas, mas o fundo poderá receber investidores privados posteriormente. O edital foi lançado em maio, mas o prazo foi suspenso para ajustes no edital.
Em Goiás, as regras preveem a contratação de um consórcio formado obrigatoriamente por duas instituições especializadas, sendo um administrador fiduciário autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e um gestor profissional habilitado. Elas vão estruturar e operar o fundo.
O valor estimado da contratação é de R$ 77.748.187, uma projeção global para todo o período do fundo, segundo o governo de Goiás, que continuará responsável pelas diretrizes da política patrimonial, pela definição dos limites de atuação e pela preservação do interesse público.
Foram considerados 17 imóveis para avaliar a viabilidade econômica do modelo, que teriam potencial para movimentar até R$ 1,8 bilhão em Valor Geral de Vendas, em empreendimentos construídos e comercializados.
“Historicamente, um imóvel público sem utilização poderia ser destinado à venda, gerando uma receita pontual para o Estado. Com a estruturação de fundos imobiliários, Goiás passa a adotar uma visão mais estratégica e patrimonialmente eficiente", afirma o secretário da Administração, Francisco Sérvulo Freire Nogueira, em nota oficial.
De acordo com ele, com o FII, esses ativos deixam de ser tratados apenas como bens passíveis de alienação e passam a ser considerados instrumentos capazes de gerar valor ao longo do tempo, com governança, gestão profissional e possibilidade de atração de investidores.
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