Governo da Venezuela denunciou 'agressão militar dos EUA' e pediu reação da comunidade internacional
O governo da Venezuela emitiu um comunicado oficial nesta madrugada denunciando um "ataque imperialista" ao país e pedindo que a comunidade internacional se pronuncie sobre os acontecimentos.
"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra território e população venezuelana nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira. Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a jurisdição do uso da força. Tal ameaça ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", diz o comunicado.
O texto afirma, ainda, que "o objetivo deste ataque não é outro senão se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da Nação. Não o conseguirão". "Uma tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com uma oligarquia fascista, fracassará como todas as intenções anteriores", enfatiza o governo de Nicolás Maduro.
Em meio a um estado de perplexidade nacional, o Palácio de Miraflores "convocou todas as forças sociais e políticas do país para ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz. Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana de Paz elevará as denúncias correspondentes ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a especificação e a responsabilização do Governo norte-americano".
"O presidente Nicolás Maduro dispôs todos os planos de defesa nacional para serem implementados no momento e nas situações específicas, em estrito apego ao previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação", informou o governo venezuelano.
Maduro decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, "para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar imediatamente à luta armada. Todo o país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista.
