Governo da primeira-ministra do Japão tem 68% de aprovação, mostra pesquisa
A taxa de aprovação do gabinete da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi subiu para 68% em uma nova pesquisa realizada pelo Nikkei e pela TV Tokyo, alta de 2 pontos percentuais em relação ao levantamento de maio, mantendo-se acima de 65% nos nove meses desde que assumiu o cargo.
A aprovação foi de 94% entre apoiadores do Partido Liberal Democrático (PLD), legenda governista de Takaichi, e de 46% entre eleitores de partidos de oposição. Entre entrevistados sem filiação partidária, a aprovação subiu 7 pontos, para 52%.
A aprovação do gabinete Takaichi aumentou 5 pontos, para 78%, entre entrevistados com até 39 anos, e subiu 3 pontos, para 72%, entre aqueles na faixa dos 40 e 50 anos. Já entre os maiores de 60 anos, houve queda de 1 ponto, para 61%.
Desde a introdução do atual método de pesquisa, em 2002, o gabinete de Takaichi é o primeiro a manter taxas de aprovação na casa dos 60% altos ou superiores durante os primeiros nove meses de governo.
A taxa de desaprovação caiu 1 ponto, para 27%.
Os principais motivos para apoiar o governo Takaichi foram a confiabilidade, citada por 33% dos entrevistados, seguida pela liderança, com 30%. Já entre os motivos de desaprovação, o governo liderado pelo PLD foi o mais citado, por 43%.
O governo avalia medidas de alívio da inflação, incluindo a redução do imposto sobre consumo de alimentos de 8% para 1% por dois anos e pagamentos em dinheiro para famílias de baixa e média renda.
O apoio a essas medidas chegou a 49%, enquanto 45% dos entrevistados se disseram contrários. Entre apoiadores do PLD, o suporte foi de 54%, e entre os sem filiação partidária, de 51%. Já a rejeição chegou a 55% entre eleitores de partidos de oposição.
Por faixa etária, o apoio foi de 62% entre pessoas de até 39 anos, 48% entre aquelas na faixa dos 40 e 50 anos, e 46% entre os maiores de 60 anos.
A pesquisa telefônica foi conduzida pela Nikkei Research de sexta a domingo, por meio de discagem aleatória, com 939 respostas válidas. A taxa de resposta foi de 41,3%.
