Autoridades da Nigéria e a empresa petrolífera envolvida contestaram neste sábado o relato de uma organização ambientalista local de que 37 pessoas teriam morrido após inalar gases durante uma tentativa de roubo de combustível de um oleoduto no sul do país. O Centro para a Defesa da Juventude e do Meio Ambiente (YEAC-Nigeria) divulgou o número de mortos nesta quinta-feira, mas o órgão de segurança responsável pela proteção dos oleodutos afirmou ter encontrado apenas quatro corpos. Vídeo: Turista denuncia agressão após pedir que cocheiro desse água a cavalo em Maiorca O Brasil cresceu? Entenda por que novo mapa-múndi aprovado na ONU 'esticou' a área do país O incidente ocorreu na região do Delta do Níger, uma das principais áreas produtoras de petróleo da Nigéria. Segundo a YEAC-Nigeria, as vítimas morreram após inalar vapores de combustível durante uma operação para retirar ilegalmente petróleo de um oleoduto. O Nigeria Security and Civil Defence Corps (NSCDC), responsável pela segurança dos oleodutos no país, afirmou que o número de vítimas divulgado inicialmente não foi confirmado. Em comunicado, o órgão disse que encontrou quatro corpos e que as investigações continuam. — Os números iniciais de vítimas que circularam após o incidente não foram totalmente verificados e podem ter sido exagerados — afirmou o órgão. A Indorama, empresa responsável pelo oleoduto envolvido no caso, também negou o relato da ONG. Fidelis Omunakwe Akandu, que coordena a vigilância dos oleodutos da companhia, classificou as alegações da YEAC-Nigeria como "mentiras descaradas" e afirmou que o roubo mencionado pela organização não teria ocorrido. ONG sustenta versão A ONG, porém, manteve sua versão. Fyneface Dumnamene, diretor-executivo da YEAC-Nigeria, disse à AFP que a entidade possui fotografias e vídeos que comprovariam o incidente. — A Indorama mentiu ao dizer que não houve tal incidente nem vítimas — declarou. O roubo de petróleo e a perfuração clandestina de oleodutos são problemas recorrentes no Delta do Níger. Contrabandistas costumam acessar as tubulações para retirar petróleo, que posteriormente pode ser refinado ilegalmente e vendido como combustível. Além de representar perdas econômicas para o país, a prática provoca vazamentos, incêndios e forte contaminação ambiental. A Nigéria é um dos maiores produtores de petróleo da África
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Governo da Nigéria contesta morte de 37 pessoas em incidente com oleoduto; entenda
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