Governo catarinense, ao proibir cotas raciais, ataca lei federal considerada constitucional pela unanimidade do STF

 

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O ministro Gilmar Mendes deu prazo de 48 horas para que o governo de Santa Catarina e a Assembleia Legislativa do estado expliquem a nova lei que proíbe cotas raciais para o ingresso em universidades estaduais. A política de cotas foi discutida no país, num amplo debate, em que foi vitorioso o grupo a favor das políticas de inclusão e disso resultou uma lei federal. Houve questionamento então sobre a constitucionalidade das cotas, o que levou a novo debate. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF), de forma unânime, proclamou a constitucionalidade das cotas raciais, destacando seus efeitos positivos em uma sociedade profundamente desigual como a brasileira. O tribunal reconheceu o papel das ações afirmativas na ampliação do acesso de negros, pardos e indígenas a espaços historicamente inacessíveis, em razão do preconceito e de outras barreiras estruturais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.