247 – O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a Lista Nacional Oficial das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção, que passou a reunir 3.730 espécies. A nova relação foi oficializada pela Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (28), e altera os dados estabelecidos pela Portaria MMA nº 443, de 17 de dezembro de 2014.
Segundo a CNN Brasil, a avaliação foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), considerando o estado de conservação das espécies. A lista nacional é um dos principais instrumentos para orientar políticas públicas de proteção da biodiversidade.
O documento serve de referência para a criação e a gestão de áreas protegidas, o licenciamento ambiental e o desenvolvimento de iniciativas voltadas à recuperação de espécies ameaçadas e dos ambientes em que vivem. Classificação das espécies ameaçadas
Do total de 3.730 espécies incluídas na relação, 838 foram classificadas como “Vulneráveis”, 2.162 como “Em Perigo” e 730 como “Criticamente em Perigo”. Nesta última categoria estão duas espécies consideradas possivelmente extintas.
A nova publicação acrescentou 521 espécies em relação à lista divulgada em 2022. Nesse intervalo, 595 plantas foram incluídas e outras 74 deixaram a relação.
Entre as mudanças está a classificação do pau-brasil (Paubrasilia echinata), que passou da categoria “Em Perigo” para “Criticamente em Perigo”. A alteração indica uma elevação do risco de extinção da espécie na natureza.
Em sentido contrário, a imbuia (Ocotea porosa), árvore encontrada em florestas da região dos Campos Gerais do Paraná, deixou de integrar a lista de espécies ameaçadas. Mata Atlântica e Cerrado concentram maiores proporções
Os dois biomas com as maiores proporções de espécies da flora ameaçadas entre aquelas avaliadas são a Mata Atlântica e o Cerrado. Os índices chegam a 38% e 35%, respectivamente.
Na Amazônia, a proporção de espécies ameaçadas corresponde a 18% das plantas avaliadas. A atualização também identifica duas espécies da Mata Atlântica na categoria “Criticamente em Perigo (Possivelmente Extinta)”.
Uma delas é a Symplocos rizzinii, árvore com registros na Serra da Mantiqueira. A outra é a Plinia rogersiana, pertencente ao mesmo gênero da jabuticaba e com ocorrência registrada em São Paulo.
Brasil 247