Governo articula nova estratégia para tentar conter desgaste político na CPMI do INSS

 

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O governo articula uma nova estratégia para tentar conter o desgaste político na CPMI que investiga fraudes no INSS.

Depois de uma reunião realizada ontem com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, parlamentares da base aliada afirmaram esperar um gesto para encerrar a crise e reduzir a tensão em torno da comissão.

O líder da base na CPMI, deputado Paulo Pimenta, afirmou à CBN que o presidente da comissão, Carlos Viana, perdeu autoridade para permanecer no cargo. E que a conduta já foi denunciada ao Conselho de Ética e à Presidência do Congresso.

Já o deputado Alencar Santana, também da base governista, declarou após o encontro com Alcolumbre que acredita no cancelamento da votação que gerou o impasse. Ele classificou o episódio como uma “fraude” e defendeu o respeito ao regimento interno do Congresso. De acordo com o parlamentar, houve erro ao adotar votação simbólica em um tema considerado sensível, além de questionar a contagem do resultado, que, segundo ele, teria sido invertida.

"Está na mão do senador, presidente do Congresso Nacional da UVI Alcolumbre, junto à mesa, analisarem e ali decidirem claramente, de acordo com o regimento interno. Porque fazer isso é respeitar, fortalecer o parlamento, respeitar a decisão da maioria, respeitar o processo democrático e demonstrar que golpes não podem ser permitidos no país."

O impasse envolve o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, acusado por governistas de desrespeitar o resultado da votação.

Do lado da oposição, Viana tem apoio e pressiona Alcolumbre para prorrogar os trabalhos da comissão.

O deputado Marcel Van Hattem, autor do pedido de prorrogação da CPMI, afirmou que a extensão dos trabalhos é automática, conforme interpretação do regimento. Segundo ele, caso a prorrogação não seja formalizada pela Mesa do Congresso, a oposição pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

"O caso da prorrogação é de efeito imediato. A mesa ainda não deu recebido um documento que já é um primeiro absurdo. Não podia ficar parado num limbo isso aí. E basta abrir a ação do Senado e ler. E aí está prorrogado a CPMI."

O clima de tensão se intensificou após a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. Ele é investigado sob suspeita de atuar como sócio oculto de um empresário conhecido como “careca do INSS”.

A quebra de sigilo já havia sido autorizada em janeiro pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

A expectativa agora é pela análise dos recursos apresentados e pela decisão da presidência do Congresso sobre os próximos passos da comissão.//