Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil, disse que governança e regulação não devem ser vistas como obstáculos à inovação.
“Governança não é um inibidor de inovação”, afirmou, durante o evento Febraban Tech, em São Paulo.
“A indústria sempre soube lidar com temas regulatórios, segurança, privacidade, confiança.”
Finkelsztain afirmou que, nos últimos anos, houve confusão entre inovação e resistência a regras.
Segundo ele, alguns novos participantes passaram a tratar exigências regulatórias como excesso de regulação ou a usar “o discurso da anarquia” para facilitar a competição.
“A gente pode conviver com uma governança forte, com um regulatório forte e inovação”, disse o CEO do Santander Brasil.
Para ele, esse equilíbrio sempre marcou a indústria financeira e não deve impedir o setor de se reinventar.
Geopolítica
Para o CEO do Santander, o mundo tem poucas chances de se acalmar geopoliticamente nos próximos anos.
Para o executivo, o cenário global atual revela uma competição por informação e dados e por um protagonismo na agenda de tecnologia entre os países.
Finkelsztain afirmou que os temas envolvem áreas estratégicas para as nações, como o mercado de saúde e a inovação.
Para o executivo, o cenário global atual revela uma competição por informação e dados e por um protagonismo na agenda de tecnologia entre os países.
Finkelsztain afirmou que os temas envolvem áreas estratégicas para as nações, como o mercado de saúde e a inovação.
"Acho que os países vão continuar com essa tensão inerente a essa agenda.
A gente vai precisar conviver com um mundo mais tenso", disse, durante a Febraban Tech.
"Nós estamos vendo conflitos e essa dinâmica de tarifas.
Não parece que isso vai acalmar nos próximos anos", acrescentou.
Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil
Ana Paula Paiva/Valor
