Governadora do DF diz que há 'falta de vontade' da União em ajudar BRB

 

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A governadora do DF, Celina Leão, afirmou em um evento, nesta quarta-feira, que o governo federal não tem vontade de ajudar o BRB, e criticou a recente ajuda do Planalto ao banco Digimais na casa dos 9 bilhões.

Ela mencionou esforços do Governo do Distrito Federal em buscar ajuda da União, inclusive pedindo reuniões e tratando do assunto diretamente com o Ministro da Fazenda Dario Durigan. Segundo Celina Leão, apesar disso o governo federal não demonstrou interesse em socorrer o BRB, que teve rombo bilionário após transações com o Banco Master.

“O governo federal não deu nenhuma resposta. Nenhuma ajuda. Chegamos a pedir. Pedimos tudo. Acho que não tem é a boa vontade de fazer. Mas está tudo bem. Foram 9 bilhões, nós só precisamos de 6. A gente já pediu. Pediu inclusive agendas”

A governadora ainda disse que é necessário distinguir o que diz respeito ao Banco Master e o que envolve o BRB no âmbito das investigações sobre operações no mercado financeiro. Já o presidente do Banco de Brasilia, Nelson de Souza, defendeu que a instituição tem trabalhado na reputação de imagem, liquidez e capital. Ele afirmou ainda que o Banco vai superar o desafio que enfrenta atualmente.

"Para quem acreditou que o BRB iria quebrar, eu quero dizer que o BRB não vai quebrar, que o BRB vai estar mais sólido e que o BRB vai ser cada vez mais a empresa ícone do povo de Brasília e região"

Nesta quarta-feira Celina se reuniu com deputados da oposição da Câmara Legislativa do DF e anunciou que vai fazer um contingenciamento nas contas públicas focado em redução de preço dos contratos e a devolução de prédios que estão alugados. A governadora citou que o GDF pretende enviar projetos para a Casa que buscam essa medida de "fechar a torneira" de gastos. As propostas devem ter caráter de urgência na casa por tratar de temas como saúde, por exemplo.

Em janeiro, o então governador Ibaneis Rocha (MDB) assinou um decreto de "programação orçamentária e financeira" para os gastos públicos da capital em 2026. O documento criou um limite mensal de gastos para todos os órgãos da administração distrital – incluindo as secretarias de Saúde e de Educação.