O governador candidato à reeleição ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) votou na manhã deste domingo, no Colégio Miguel de Cervantes, no Morumbi, Zona Sul da capital paulista. Ele chegou por volta das 10h, acompanhado da mulher, Cristiane Freitas, do prefeito Ricardo Nunes e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (republicanos) e André do Prado (PL), e pelo presidente do Republicanos, Roberto Carneiro. Tarcísio foi aplaudido ao chegar na seção, cumprimentou e tirou fotos com apoiadores. A comitiva do governador estava sorridente e aparentava tranquilidade. Na saída, Tarcísio foi interpelado por mais eleitores e recebeu manifestações de apoio. "Governador, vim do Ceará pra votar em você, estou morando aqui", disse um eleitor. "Nosso presidente em 2030", gritou outro na saída da seção. Após a votação, o governador falou com jornalistas, afirmando estar "muito otimista" e esperançoso, mas negou dar a eleição como ganha. Disse, porém, que "os próximos quatro anos serão gloriosos e agradeceu o apoio de Nunes com os prefeitos do estado. — Vamos aguardar com muita humildade a apuração. Vamos ver o que as ruas vão dizer. É óbvio que a gente tem otimismo, tem esperança. O acolhimento que nós recebemos nas ruas é o melhor indicador de um trabalho que foi bem feito. A gente recebeu muito carinho das pessoas ao longo dessa estrada, mas vamos aguardar — disse. Perguntado sobre se uma boa votação daria condições para buscar a presidência da República em 2030, o governador preferiu ser cauteloso.
— A gente tem que pensar em fazer um excelente mandato, uma boa votação te dá autoridade para fazer um bom mandato, para buscar o melhor resultado, para entregar o máximo para a população — ponderou. As últimas pesquisas antes da eleição, divulgadas no sábado (03), indicam chance de vitória de Tarcísio já no primeiro turno. Na Quaest, o governador marcou 60% dos votos válidos contra 36% de seu rival Fernando Haddad (PT), e no Datafolha foram 60% de Tarcísio, contra 35% de Haddad. Como mostrou o GLOBO, o estado de São Paulo tem histórico desfavorável para o candidato petista. Nos últimos 20 anos, todos os candidatos ao governo paulista que figuravam na liderança a uma semana do pleito terminaram na frente — com exceção apenas do próprio Haddad, superado por Tarcísio, em 2022.
O Globo