O governador do estado mexicano de Sinaloa, Ruben Rocha, retornou ao cargo nesta sexta-feira após uma licença de mais de três meses, que sucedeu acusações dos EUA de que estaria envolvido com o cartel local.
A volta dele ao cargo tende a aprofundar as tensões políticas entre os dois países.
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Rocha, de 77 anos, integra o partido Morena, no poder no México.
Ele disse que investigações das autoridades mexicanas não encontraram evidências que o incriminassem, de forma que pôde retomar o cargo.
Em comunicado no X, o governador disse também que a motivação dos EUA é política, e constitui um ataque à soberania do México e ao movimento de esquerda liderado pela presidente Claudia Sheinbaum no país.
O Departamento de Estado americano não comentou a questão.
O México até o momento tem se recusado a atender as iniciativas dos EUA no sentido de prender Rocha, com a alegação de que Washington não apresentou evidência suficiente para justificar a detenção ou a extradição do governador de Sinaloa.
Para autoridades americanas, o indiciamento dele, em abril, foi uma rara expansão de iniciativas contra a atuação de cartéis de drogas para além dos chefes dos grupos criminosos, de forma a alcançar um político mexicano no exercício de mandato público.
Os promotores americanos alegam que Rocha e outras nove autoridades ou ex-autoridades mexicanas conspiraram com uma facção do cartel de Sinaloa conhecida como Los Chapitos, contribuindo para o tráfico de drogas em direção aos EUA mediante a troca de apoio político por propinas.
Rocha nega as alegações e havia deixado temporariamente o cargo no início de maio enquanto as autoridades mexicanas examinavam o caso.
