Golpistas usam nome e CPF de contribuintes para simular cobranças da Receita Federal

 

Fonte:


Contribuintes têm relatado receberem avisos de cobranças da Receita Federal relativas a supostas pendências tributárias vencidas. Segundo o órgão, as cobranças são indevidas, configurando um golpe em que os criminosos utilizam nome e CPF reais dos contribuintes e criam páginas falsas que imitam o visual do gov.br para aumentar a sensação de autenticidade.

Veja: serviço do Banco Central que protege CPF de fraudes bancárias já teve 1 milhão de adesões

Saiba como funciona: Pix tem nova versão de mecanismo para devolução de dinheiro em caso de fraude e golpe

No print abaixo é possível ver que além das informações pessoais das vítimas, os fraudadores criam as páginas copiando as cores e brasões para se passarem por órgãos públicos. No entanto, os links usados não pertencem ao domínio oficial.

Print da página criada pelos golpistas

Arquivo Pessoal

Atenção aos endereços oficiais

De acordo com a Receita, os sites verdadeiros terminam em gov.br; todo o resto é golpe. Para conferir pendências reais, o contribuinte deve acessar o endereço oficial digitando-o manualmente no navegador.

"Todos os documentos de arrecadação ( Documento de Arrecadação de Receitas Federais e Documento de Arrecadação do Simples Nacional) devem ser gerados exclusivamente pelos meios oficiais, disponíveis no site: www.gov.br/receitafederal", afirmou em nota.

Veja: FGC e entidades alertam para golpes que se aproveitam das indenizações do Banco Master

O órgão reforça ainda que não envia cobranças por aplicativos de mensagem, nem por links externos, telefones ou e-mail.

Golpe do Pix

A Receita Federal também informou que já recebeu relatos de tentativas de golpe em que criminosos se passam por funcionários de instituições públicas e solicitam o pagamento de valores sob justificativas enganosas.

IR 2025: Receita Federal abre consulta a lote residual nesta sexta-feira

As ações envolvem ligações telefônicas nas quais os golpistas orientam as vítimas a realizarem uma transferência via PIX ou QR Code, sob o pretexto de tratar-se de um procedimento de segurança ou de um recolhimento oficial.

Na prática, o pagamento é destinado a um documento de arrecadação (DARF ou DAS) emitido em nome de terceiros, resultando em prejuízo financeiro para quem realiza a operação.

Em alguns casos, o QR Code utilizado corresponde ao de um documento de arrecadação legítimo, mas vinculado a outro contribuinte.

Tabela do Imposto de Renda 2026: confira as faixas, alíquotas e como calcular

Orientações da Receita Federal

Desconfie de qualquer pedido de pagamento via Pix ou QR Code que não venha acompanhado de documento oficial;

Não realize transferências a partir de informações recebidas por telefone ou aplicativos de mensagem;

Verifique sempre a autenticidade dos canais de atendimento antes de fornecer dados pessoais ou efetuar pagamentos;

Em caso de dúvida, o cidadão deve buscar orientação nos canais oficiais de atendimento da Receita Federal ou entrar em contato com a Ouvidoria e

A Receita Federal reforça seu compromisso com a segurança digital e a proteção dos contribuintes, atuando de forma contínua para prevenir e combater fraudes eletrônicas.