Golpista engana mulher de empresário, furta R$ 2 milhões em casa e foge de patinete na Argentina
Uma aposentada de 75 anos foi vítima de um golpe seguido de furto dentro de sua própria casa, na cidade de Avellaneda, província de Santa Fé, na Argentina. O caso envolve Elsa Marchetti, esposa do empresário Filiberto Braida.
Entenda: Turista alemão processa empresas e polícia após viagem a Nova York e pede mais de R$ 100 milhões
Símbolo do Ramadã: Lua crescente de 4,5 metros é vandalizada em ponto turístico; caso é investigado nos EUA
O crime ocorreu na terça-feira. O suspeito abordou a vítima na porta de casa e afirmou ter sido enviado pelo marido dela. Disse que Braida a aguardava no banco e que havia urgência de uma transferência para “proteger” o dinheiro, alegando ainda que ele estava “nervoso”.
Com base nessa narrativa, que combinava senso de urgência e risco financeiro, o homem convenceu a vítima a agir rapidamente. Assim, Elsa permitiu que ele entrasse na residência.
Já dentro do imóvel, o criminoso pediu um item de limpeza, com o objetivo de distrair a vítima. Enquanto ela foi buscar um esfregão, ele se dirigiu a um quarto, arrombou um armário e pegou todo o dinheiro. Segundo a vítima, foram levados cerca de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões) entre dólares e pesos argentinos.
A ação foi executada em poucos minutos.
Após o crime, o suspeito fugiu em um patinete elétrico. Ele estava com o rosto descoberto, vestia camiseta preta, calça clara e óculos, e levava um boné preto pendurado no guidão.
Golpista engana mulher de empresário, furta R$ 2 milhões em casa e foge de patinete na Argentina
Reprodução
Câmeras de segurança registraram a fuga e parte do trajeto, indicando que ele seguiu em direção ao norte da cidade. As imagens podem ajudar na identificação do autor.
Investigação
A investigação está a cargo da Polícia de Investigações (PDI), com atuação da Unidade Fiscal de Reconquista. Os agentes analisam imagens de câmeras públicas e privadas e trabalham na reconstrução da rota de fuga.
O caso foi inicialmente classificado como roubo, mas pode ser reclassificado como fraude agravada, devido ao uso de engano para obter acesso à residência e facilitar a subtração do dinheiro.
O empresário Filiberto Braida afirmou que a esposa foi manipulada pelo criminoso.
— Fizeram uma lavagem cerebral nela — disse.
Ele chegou em casa cerca de 20 minutos depois do horário habitual, após não encontrar o telefone, o que permitiu que o suspeito agisse sem interrupções. Ao comentar o episódio, Braida também afirmou:
— Talvez esse cara me matasse.
O caso reúne características típicas de um tipo de “golpe da confiança”, em que o criminoso se passa por alguém ligado à vítima, cria uma situação de urgência e explora a credibilidade para viabilizar o crime.
