'Golpe da Mostarda': conheça novo esquema de criminosos para furtos em ônibus de São Paulo

 

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Passageiros de ônibus em São Paulo têm alertado, nas redes sociais, sobre um novo golpe aplicado por criminosos para furtar principalmente celulares, mas também outros pertences, como documentos.

O método utilizado é para tentar confundir e alarmar a vítima, que acredita estar suja com um líquido que parece, em algumas versões do golpe, mostarda ou então uma substância semelhante a vômito.

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Na rede social Instagram, Guilherme Giaretta contou que estava dentro de um ônibus quando um homem o abordou, dizendo que uma criança vomitou nas costas dele, e oferecendo ajuda para limpar a camiseta. Era tudo uma encenação para desesperar e distrair Guilherme, que teve o celular e documentos furtados em uma ação rápida dos assaltantes.

Guilherme lembra ainda não ter sido cheiro de vômito, mas que tudo é tão rápido que ele mal teve tempo de pensar.

“Eu estava dentro do ônibus, voltando do trabalho, sentado. Não estava com o celular na mão, estava no bolso. De repente, um homem me cutucou e apontou para as minhas costas — estava cheio de alguma coisa, parecia vômito. Ele falava em espanhol e repetia que tinha uma criança de colo ali atrás, no colo de uma mãe, que teria vomitado e saído do ônibus. Eu fiquei tão em choque que nem consegui pensar, fiquei desesperado. Quando chegou na próxima parada, eles desceram. Fui procurar minhas coisas, meu celular, e não achava de jeito nenhum. Foi quando começou a cair a ficha de que eu tinha sido furtado", relata.

O golpe bem parecido aconteceu com outra vítima, Mirian Almeida. Ela relatou, inclusive, que um homem que também falava em espanhol a abordou avisando sobre a roupa suja. Tudo aconteceu em menos de um minuto.

Mirian contou ainda que registrou boletim de ocorrência e, mesmo assim, viu o mesmo homem no terminal Parque Dom Pedro, na região central, outras vezes.

"Nessa hora, ele apareceu como se fosse um anjo, já com um guardanapo na mão. Tirou da bolsa e me deu — ou seja, mais um indício, né? Eu comecei a limpar, e foi tudo muito rápido, coisa de uns 10 segundos. Assim que ele desceu e eu terminei, fui pegar o celular… e já não tinha mais nada que eu pudesse fazer", conta.

A CBN procurou a Secretaria de Segurança Pública, que respondeu não ter conhecimento dos casos.