'Gol do Brasil!': 10 tecnologias em que o país é referência mundial

Fonte: Bandeira



Muito antes de o Pix chamar a atenção de bancos centrais ao redor do mundo, o Brasil já desenvolvia tecnologias que mudariam a rotina de milhões de pessoas.

Da votação eletrônica em escala nacional ao login único do GOV.BR, passando pelos motores flex, pela declaração digital do Imposto de Renda e pelo Open Finance, o país criou ou aperfeiçoou soluções que se destacam pela abrangência e pelo nível de digitalização.

Algumas delas inspiraram iniciativas no exterior, enquanto outras permanecem entre as mais avançadas do mundo em suas áreas.

Nesta lista, o TechTudo reúne dez tecnologias em que o Brasil virou referência mundial e explica como elas funcionam.


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'Gol do Brasil!': 10 tecnologias em que o país é referência mundial

Imagem gerada por inteligência artificial (IA)

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Índice

Pix: o sistema de pagamentos instantâneos que virou referência mundial

Urna eletrônica: votação totalmente digital há décadas

GOV.BR: um login único para centenas de serviços públicos

Open Finance brasileiro: um dos mais completos do mundo

Nota Fiscal Eletrônica e CPF na nota

Biometria bancária e reconhecimento facial em larga escala

Sistema brasileiro de declaração do Imposto de Renda

Agricultura tropical: tecnologias desenvolvidas para produzir em clima tropical

Etanol flex e motores bicombustíveis

Aviões regionais da Embraer

1.

Pix: o sistema de pagamentos instantâneos que virou referência mundial

Pix: o sistema de pagamentos instantâneos que virou referência mundial

Mariana Saguias/TechTudo

Poucas tecnologias brasileiras tiveram um impacto tão grande em tão pouco tempo quanto o Pix.

Lançado pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos permite transferir dinheiro em poucos segundos, 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em fins de semana e feriados.

Em poucos anos, ele se tornou o principal meio de pagamento eletrônico do país, superando TED, DOC e até cartões em diversas situações do dia a dia.

O grande diferencial do Pix está na infraestrutura.

Diferentemente de muitos sistemas estrangeiros, ele foi desenvolvido e é administrado pelo BC, que estabelece as regras para todas as instituições participantes.

Isso garante interoperabilidade entre bancos, cooperativas, fintechs e carteiras digitais, permitindo que qualquer usuário envie dinheiro para outro independentemente da instituição financeira utilizada.

A adoção foi rápida.

Segundo o Banco Central, o Pix já reúne mais de 175 milhões de usuários entre pessoas físicas e empresas e movimenta dezenas de trilhões de reais por ano, consolidando-se como um dos maiores sistemas de pagamentos instantâneos do mundo.

O sucesso chamou a atenção de outros países.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Zelle também permite transferências instantâneas, mas é administrado por um consórcio de bancos privados e não possui cobertura tão ampla quanto o Pix.

Já a Índia desenvolveu o UPI (Unified Payments Interface), sistema semelhante ao brasileiro por utilizar uma infraestrutura nacional para integrar diferentes instituições financeiras.


Nos últimos anos, bancos centrais e organismos internacionais passaram a estudar a experiência brasileira como exemplo de implementação em larga escala.

Pix está disponível em todos os bancos brasileiros

Bruno Peres/Agência Brasil

Você sabia?

Além de transferências, o Pix permite pagamentos por QR Code, cobranças, agendamentos, devoluções e modalidades como o Pix Automático, criado para substituir o débito automático em diversas situações.

2.

Urna eletrônica: votação totalmente digital há décadas

Urna eletrônica: votação totalmente digital há décadas

Antonio Augusto/Ascom/TSE

Enquanto diversos países ainda utilizam cédulas de papel ou sistemas híbridos de votação, o Brasil realiza eleições totalmente eletrônicas há mais de duas décadas.

As urnas eletrônicas estrearam nas eleições municipais de 1996 em parte do país e passaram a ser utilizadas em todas as cidades brasileiras a partir das eleições de 2000, tornando o Brasil um dos pioneiros na adoção desse modelo em escala nacional.

O equipamento foi desenvolvido para agilizar a votação e eliminar etapas da apuração manual.

Após o encerramento da eleição, cada urna gera um boletim contendo o resultado daquela seção eleitoral, que posteriormente é enviado para a totalização realizada pela Justiça Eleitoral.

Outro aspecto que diferencia o modelo brasileiro é que a urna permanece desconectada da internet durante a votação.


O equipamento registra os votos localmente e só realiza a transmissão dos boletins depois do encerramento do pleito, reduzindo a superfície de ataque durante o processo eleitoral.

Em comparação, países como Estados Unidos, Alemanha e França adotam modelos bastante diferentes.

Em muitos casos, predominam cédulas de papel, leitores ópticos ou equipamentos eletrônicos restritos a determinadas regiões, sem uma padronização nacional semelhante à brasileira.

Linha do tempo da urna eletrônica

As urnas eletrônicas passaram por diversas evoluções desde a estreia nas eleições brasileiras.

Embora o funcionamento básico tenha permanecido semelhante, o equipamento recebeu melhorias de desempenho, segurança e acessibilidade ao longo dos anos.

1996: a urna eletrônica é utilizada pela primeira vez nas eleições municipais, em parte do país;

1998: o sistema é expandido e passa a atender a maior parte do eleitorado brasileiro;

2000: o Brasil realiza sua primeira eleição totalmente informatizada, com todos os eleitores votando em urnas eletrônicas;

2008: a Justiça Eleitoral inicia a implantação da identificação biométrica dos eleitores, tecnologia que foi ampliada gradualmente nos anos seguintes;

2020: o TSE apresenta a urna eletrônica UE2020, equipada com processador mais rápido, menor consumo de energia e recursos aprimorados de acessibilidade;

Atualmente: mais de 500 mil urnas eletrônicas são distribuídas em todo o país para atender milhões de eleitores em cada eleição.

Cada urna gera um boletim contendo o resultado da seção eleitoral

Reprodução/TSE

Você sabia?

Desde 2000, todos os eleitores brasileiros votam por meio de urnas eletrônicas, fazendo do Brasil um dos maiores e mais antigos sistemas de votação eletrônica em escala nacional do mundo.

3.

GOV.BR: um login único para milhares de serviços públicos

GOV.BR: um login único para milhares de serviços públicos

Divulgação/Portal Gov

Criado para unificar o acesso aos serviços públicos digitais, o GOV.BR tornou-se uma das maiores plataformas de identidade digital do mundo.

Com apenas uma conta, o cidadão consegue acessar serviços de diferentes órgãos federais sem precisar criar novos cadastros ou memorizar diversas senhas.

Hoje, a plataforma reúne mais de 170 milhões de usuários e concentra mais de 4.500 serviços digitais, segundo o Governo Federal.

Entre eles estão funcionalidades como assinatura eletrônica de documentos, consulta ao CPF, acesso ao INSS, Carteira Digital de Trânsito, Meu SUS Digital, serviços da Receita Federal, emissão de documentos e diversos atendimentos públicos.

Além da praticidade, a plataforma utiliza diferentes níveis de autenticação para proteger os usuários.

Dependendo do serviço acessado, a identidade pode ser validada por biometria facial, reconhecimento realizado por bancos credenciados ou certificado digital, oferecendo camadas adicionais de segurança.

Embora países como a Estônia também sejam reconhecidos pela digitalização dos serviços públicos, o GOV.BR se destaca pela quantidade de usuários e pelo grande número de serviços concentrados em uma única identidade digital, simplificando o relacionamento entre cidadãos e governo.

CIN Digital fica disponível no app gov.br

Gov.br

Você sabia?

A conta GOV.BR permite assinar documentos eletronicamente com validade jurídica em diversos serviços públicos, dispensando o reconhecimento de firma em várias situações.

4.

Open Finance brasileiro: um dos mais completos do mundo

Open Finance brasileiro: um dos mais completos do mundo

Reprodução/Investidor10

O Brasil está entre os países que mais avançaram na implementação do Open Finance, sistema que permite ao consumidor compartilhar seus dados financeiros entre diferentes instituições de forma segura e mediante autorização.

Coordenado pelo Banco Central, o modelo busca aumentar a concorrência no setor financeiro, facilitar o acesso ao crédito e estimular o desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Na prática, o cliente pode autorizar que um banco consulte seu histórico financeiro em outra instituição para solicitar um empréstimo, abrir uma conta, contratar um investimento ou receber ofertas mais adequadas ao seu perfil.

O compartilhamento é sempre opcional, tem prazo determinado e pode ser cancelado a qualquer momento pelo próprio usuário.

O diferencial brasileiro é a abrangência do ecossistema.

Enquanto muitos países implementaram apenas o chamado Open Banking, focado em contas correntes e cartões, o Brasil expandiu o projeto para incluir investimentos, seguros, previdência, operações de câmbio e outros produtos financeiros.

Por isso, o sistema passou a ser chamado de Open Finance.

Segundo dados da estrutura de governança do Open Finance Brasil, o ecossistema já reúne cerca de 80 milhões de consentimentos ativos, figurando entre os maiores do mundo em adoção.

Outro destaque é a coordenação do Banco Central durante toda a implementação.

Em muitos mercados, o desenvolvimento ficou concentrado nas próprias instituições financeiras.

No Brasil, a autoridade monetária definiu regras técnicas, cronogramas e padrões de segurança comuns para todas as participantes.

Fluxo de autorização em um app bancário

Reprodução/E-commerce Brasil

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O Reino Unido foi um dos pioneiros do Open Banking, mas seu modelo começou focado apenas em contas bancárias.

O Brasil ampliou a iniciativa para outros segmentos do sistema financeiro, tornando o compartilhamento de dados mais abrangente.

Você sabia?

O Open Finance não compartilha dados automaticamente.

Nenhuma instituição pode acessar suas informações sem autorização prévia do cliente.

5.

Nota Fiscal Eletrônica e CPF na nota

Nota Fiscal Eletrônica e CPF na nota

Ana Letícia Loubak/TechTudo

A digitalização das notas fiscais começou no Brasil em meados dos anos 2000 e mudou a forma como empresas, consumidores e governos lidam com documentos fiscais.

Em vez de emitir formulários impressos, as empresas passaram a gerar a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), documento digital validado em tempo real pelas Secretarias da Fazenda.

Além de reduzir custos com impressão e armazenamento, a mudança simplificou processos administrativos, facilitou a fiscalização e tornou mais eficiente o controle tributário.

A tecnologia abriu espaço para outra iniciativa bastante conhecida dos brasileiros: os programas de CPF na nota.

Disponíveis em diversos estados, eles permitem que o consumidor informe o CPF durante a compra para participar de sorteios, receber créditos ou obter descontos em tributos, conforme as regras de cada unidade da federação.

Embora programas semelhantes existam em alguns países, poucos combinam uma infraestrutura nacional de documentos fiscais eletrônicos com incentivos diretos ao consumidor para combater a sonegação e estimular a emissão de notas fiscais.

Hoje, milhões de notas fiscais eletrônicas são emitidas diariamente no Brasil, tornando o sistema uma das maiores plataformas de documentação fiscal digital do mundo.

Milhões de notas fiscais eletrônicas são emitidas diariamente no Brasil

Reprodução/Ana Letícia Loubak

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Em vários países, a nota fiscal eletrônica ainda está restrita a operações entre empresas ou setores específicos.

No Brasil, ela faz parte da rotina do comércio e do consumidor final.

Você sabia?

Cada estado define as regras do CPF na nota.

Em alguns locais, os créditos podem ser usados para reduzir impostos, enquanto outros priorizam sorteios em dinheiro ou doações para instituições sociais.

6.

Biometria bancária e reconhecimento facial em larga escala

Biometria bancária e reconhecimento facial em larga escala

Reprodução/FEBRABAN Tech

Abrir uma conta pelo celular em poucos minutos, confirmar pagamentos usando o rosto ou acessar o aplicativo do banco com a impressão digital tornou-se rotina para milhões de brasileiros.

Nos últimos anos, as instituições financeiras ampliaram significativamente o uso da biometria como forma de autenticação e prevenção a fraudes.

Hoje, é comum que bancos solicitem uma selfie durante a abertura de contas para comparar a imagem do usuário com documentos oficiais ou bases biométricas autorizadas.

Em muitos casos, o reconhecimento facial também é utilizado para validar transações de maior valor, recuperar o acesso ao aplicativo e reforçar mecanismos de segurança.

Outra camada importante é a biometria disponível nos próprios smartphones.

Impressão digital e reconhecimento facial passaram a substituir senhas em diversas operações bancárias, tornando o acesso mais rápido sem abrir mão da proteção das contas.

O avanço dessas tecnologias foi impulsionado pelo crescimento dos serviços financeiros digitais e pelo aumento das tentativas de fraude.

Com milhões de transações realizadas diariamente, bancos brasileiros passaram a investir fortemente em soluções capazes de identificar comportamentos suspeitos e confirmar a identidade do cliente em poucos segundos.

Embora o reconhecimento biométrico também seja utilizado em outros mercados, o Brasil se destaca pelo uso disseminado dessas ferramentas entre bancos tradicionais, bancos digitais e fintechs, tornando a autenticação biométrica um padrão para boa parte dos serviços financeiros.

Fluxo de verificação biométrica

Reprodução/Ortep

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Em diversos países, códigos enviados por SMS e tokens físicos ainda são amplamente utilizados para confirmar operações bancárias.

No Brasil, essas soluções passaram a dividir espaço com sistemas de biometria facial e impressão digital.

Você sabia?

Além da biometria, muitos bancos brasileiros utilizam inteligência artificial para analisar o comportamento do usuário durante uma transação, identificando movimentações incomuns que podem indicar tentativas de fraude.

7.

Sistema brasileiro de declaração do Imposto de Renda

Sistema brasileiro de declaração do Imposto de Renda

Arte: TechTudo

Poucos países oferecem um processo de declaração do Imposto de Renda tão digital quanto o brasileiro.

Há anos, a Receita Federal do Brasil disponibiliza um programa oficial para preenchimento e envio das informações pela internet, eliminando a necessidade de formulários em papel e reduzindo o tempo necessário para prestar contas ao Fisco.

Nos últimos anos, o sistema evoluiu com a chegada da declaração pré-preenchida.

Nessa modalidade, a Receita reúne automaticamente dados enviados por empregadores, bancos, planos de saúde, cartórios e outras instituições, permitindo que boa parte das informações já apareça preenchida quando o contribuinte inicia a declaração.

O acesso também ficou mais simples com a integração ao GOV.BR, que passou a concentrar a autenticação dos serviços digitais do Governo Federal.

Na prática, o usuário consegue acessar diferentes plataformas utilizando a mesma conta.

Embora países como Estônia e Dinamarca também sejam referências em serviços tributários digitais, o Brasil se destaca por disponibilizar um sistema gratuito, acessível a milhões de contribuintes e constantemente atualizado para incorporar novas funcionalidades.

Programa para PC é adequado para declarações complexas do Imposto de Renda, apresentando diversas funcionalidades

Reprodução/Mariana Tralback

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Em diversos países, o contribuinte ainda depende de formulários físicos ou de sistemas privados para preencher a declaração.

No Brasil, praticamente todo o processo pode ser realizado gratuitamente pelos canais oficiais da Receita Federal.

Você sabia?

A declaração pré-preenchida facilita o envio das informações, mas não elimina a responsabilidade do contribuinte.

Antes de transmitir a declaração, é necessário conferir se todos os dados estão corretos.

8.

Agricultura tropical: tecnologias desenvolvidas para produzir em clima tropical

Agricultura tropical: tecnologias desenvolvidas para produzir em clima tropical

Reprodução/Embrapa/Caio Inácio

O Brasil também se tornou referência internacional em uma área que passa despercebida por muita gente: a agricultura tropical.

Durante décadas, pesquisadores desenvolveram tecnologias capazes de adaptar o cultivo de alimentos às condições de clima e solo encontradas em regiões tropicais, consideradas um desafio para a produção agrícola em larga escala.

Grande parte desse trabalho foi liderada pela Embrapa, criada em 1973.

A instituição desenvolveu pesquisas que permitiram corrigir a acidez do solo do Cerrado, criar variedades mais resistentes de diferentes culturas e aperfeiçoar técnicas de manejo adaptadas às condições brasileiras.

Esses avanços ajudaram a transformar áreas antes consideradas pouco produtivas em importantes polos agrícolas e contribuíram para consolidar o Brasil entre os maiores produtores mundiais de soja, milho, café, algodão e outras commodities.

As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa também ultrapassaram as fronteiras brasileiras.

Atualmente, a empresa mantém projetos de cooperação técnica com diversos países, principalmente na África e na América Latina, compartilhando soluções voltadas à agricultura em regiões tropicais.

A instituição desenvolveu pesquisas que permitiram corrigir a acidez do solo do Cerrado

Reprodução/Embrapa/Sebastião Araújo

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Boa parte das tecnologias agrícolas desenvolvidas na Europa e na América do Norte foi pensada para climas temperados.

No Brasil, pesquisadores precisaram criar soluções específicas para altas temperaturas, solos ácidos e regimes de chuva característicos das regiões tropicais.

Você sabia?

A Embrapa é considerada uma das principais instituições de pesquisa agropecuária do mundo e já desenvolveu centenas de tecnologias voltadas ao campo brasileiro.

9.

Etanol flex e motores bicombustíveis

Etanol flex e motores bicombustíveis

Divulgação/Biosul

Poucas tecnologias automotivas estão tão associadas ao Brasil quanto os motores flex.

Lançados comercialmente em 2003, eles permitiram que motoristas abastecessem o mesmo veículo com gasolina, etanol ou qualquer mistura entre os dois combustíveis, sem necessidade de adaptações.

O funcionamento depende de sensores capazes de identificar automaticamente a proporção de combustível presente no tanque.

A partir dessas informações, a central eletrônica ajusta parâmetros como injeção e ignição para garantir o melhor desempenho do motor.

A tecnologia foi desenvolvida em resposta às características do mercado brasileiro, que possui ampla produção de etanol derivado da cana de açúcar.

Com isso, os consumidores passaram a escolher o combustível mais vantajoso de acordo com o preço praticado nos postos.

Embora existam veículos bicombustíveis em outros países, nenhum mercado adotou esse modelo em escala semelhante à brasileira.

Hoje, praticamente todos os automóveis leves produzidos no país utilizam motores flex.

Funcionamento do motor flex

Reprodução

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Nos Estados Unidos e na Europa existem veículos capazes de utilizar diferentes combustíveis, mas a tecnologia costuma atender nichos específicos.

No Brasil, ela se tornou padrão na indústria automotiva.

Você sabia?

O sistema identifica automaticamente a mistura presente no tanque.

O motorista não precisa informar ao veículo qual combustível acabou de abastecer.

10.

Aviões regionais da Embraer

Aviões regionais da Embraer

Divulgação/Embraer

O Brasil está entre os poucos países capazes de desenvolver, projetar e fabricar aviões comerciais.

Grande parte desse reconhecimento vem da Embraer, que se consolidou como uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo e líder no segmento de jatos regionais.

Criada em 1969, a empresa desenvolve aeronaves utilizadas por companhias aéreas, operadores executivos e forças armadas em diferentes continentes.

Seus jatos da família E-Jets, por exemplo, são presença frequente em aeroportos da América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania.

Ao longo de sua história, a fabricante já entregou mais de 9 mil aeronaves para clientes em cerca de 100 países, resultado que colocou a engenharia aeronáutica brasileira entre as principais referências do setor.

Além da produção dos aviões, a Embraer investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas à eficiência energética, materiais compostos, sistemas embarcados e sustentabilidade da aviação.

Linha de montagem da Embraer

Divulgação/Embraer

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O mercado mundial de aeronaves comerciais é dominado por um número bastante reduzido de fabricantes.

No segmento de jatos regionais, a Embraer disputa espaço com empresas tradicionais e exporta aeronaves para companhias aéreas de todo o mundo.

Você sabia?

A Embraer é uma das maiores exportadoras de produtos de alto valor agregado do Brasil e figura entre as líderes mundiais no mercado de jatos comerciais com até 150 passageiros.

Com informações de Banco Central (1 e 2), Zelle, NPCI, TSE (1 e 2), Gov.BR, Open Finance, Portal Nacional da NF-e, Receita Federal, Embrapa, UNICA e EMBRAER

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