Goiânia completa 93 anos neste sábado, 24, com mais de R$ 3,8 bilhões anunciados em obras e projetos que envolvem a ampliação da rede hospitalar, a modernização do transporte coletivo e a construção de novos espaços voltados à tecnologia, ao esporte e ao entretenimento. Entre as principais intervenções estão o Novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), a reestruturação de terminais e estações de ônibus, a implantação do Distrito de Inovação e Inteligência Artificial (GO.IA) e a modernização do Complexo Serra Dourada.
Os investimentos, divulgados pelo Governo de Goiás, contemplam empreendimentos em diferentes estágios de execução, incluindo estruturas já entregues e projetos com conclusão prevista para os próximos anos. As intervenções devem provocar mudanças na prestação de serviços públicos, na mobilidade urbana e na utilização de espaços tradicionais da capital.
Na área da saúde, uma das principais obras é a construção do Novo Hugo, com previsão de início das atividades em 2027. A unidade terá capacidade para 531 leitos e contará com 20 salas cirúrgicas.
Metade das acomodações será destinada a apartamentos individuais. A abertura do novo hospital também permitirá a mudança de finalidade da atual estrutura do Hugo.
Após a transferência dos atendimentos, o prédio existente deverá passar por uma reforma para receber o Hospital da Mulher e Maternidade de Alto Risco. A proposta prevê a reorganização da rede hospitalar e a ampliação dos espaços destinados à assistência especializada.
Outra estrutura da rede estadual é o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), voltado ao atendimento de crianças com câncer. Segundo os dados apresentados pelo governo estadual, a unidade já contabiliza mais de 7 mil consultas, 3,6 mil sessões de quimioterapia e 2,1 mil procedimentos cirúrgicos desde o início de seu funcionamento.
Prédio que deve abrigar novo Hugo | Foto: divulgação Transporte coletivo concentra mais de R$ 2,1 bilhões em investimentos
A mobilidade urbana representa uma das maiores parcelas dos recursos informados, com investimentos superiores a R$ 2,1 bilhões na reestruturação do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. As intervenções abrangem a substituição de veículos antigos, reformas de terminais, recuperação de estações e instalação de novas estruturas de embarque e desembarque.
De acordo com o levantamento divulgado pelo Estado, o planejamento contempla a incorporação de 1,5 mil ônibus, a modernização de seis terminais, a revitalização de 19 estações e a instalação de 4.166 abrigos destinados aos passageiros. No BRT Norte-Sul, foram entregues 28 estações e 60 veículos para operação no corredor.
As intervenções fazem parte da reorganização do sistema de transporte que atende Goiânia e os municípios da região metropolitana. Além das mudanças estruturais, a tarifa do transporte coletivo permanece em R$ 4,30, valor mantido desde 2019.
Novos ônibus entregues para o BRT Leste Oeste | Foto: divulgação Distrito de Inovação prevê R$ 300 milhões e geração de 1,4 mil empregos
No Setor Leste Universitário, a construção do Distrito de Inovação e Inteligência Artificial (GO.IA) representa outra intervenção prevista para modificar a ocupação e o desenvolvimento econômico da região. O empreendimento contará com investimentos estimados em R$ 300 milhões e ocupará uma área de 91 hectares.
A proposta é concentrar atividades relacionadas à pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inteligência artificial e formação profissional. A expectativa apresentada pelo governo estadual é de que o distrito possibilite a criação de aproximadamente 1,4 mil empregos que exigem maior qualificação técnica.
Também estão previstas 1,5 mil bolsas destinadas à capacitação de profissionais para atuação em setores ligados à tecnologia. A implantação do espaço busca aproximar instituições de ensino, pesquisadores e empresas, com a perspectiva de ampliar as oportunidades de trabalho e estimular novos empreendimentos na capital.
Serra Dourada terá modernização com investimento privado superior a R$ 400 milhões Outro projeto que deve provocar mudanças na estrutura urbana de Goiânia é a modernização do Complexo Serra Dourada.
A proposta contempla intervenções no estádio, no Goiânia Arena e em outros espaços destinados a atividades esportivas, culturais e de entretenimento. A previsão é de investimentos privados superiores a R$ 400 milhões para a requalificação do complexo, com adequações estruturais voltadas à realização de eventos de diferentes portes.
O projeto prevê a ampliação das possibilidades de utilização dos equipamentos, que atualmente possuem papel importante na realização de competições esportivas e apresentações culturais. Também no setor de grandes eventos, o Autódromo Internacional Ayrton Senna deverá receber uma nova etapa da MotoGP em 2027, após a realização da competição neste ano.
Segundo informações divulgadas pelo governo estadual, a edição de 2026 movimentou mais de R$ 1,2 bilhão na economia local. A capital ainda tem previsão de sediar outras quatro edições do campeonato mundial de motociclismo.
A continuidade do evento envolve a utilização da infraestrutura do autódromo e de serviços associados, como hospedagem, alimentação, transporte e turismo. Tecnologia de monitoramento também integra projetos para a capital
Na área da segurança pública, os investimentos incluem a implantação de ferramentas tecnológicas para auxiliar o trabalho policial. Entre elas está o sistema IA Contra o Crime, que utiliza câmeras inteligentes e monitoramento em tempo real para identificar veículos, localizar suspeitos e contribuir com investigações.
Conforme o balanço apresentado pelo governo, a tecnologia já auxiliou no esclarecimento de aproximadamente 3 mil ocorrências. Embora não represente uma obra física de infraestrutura, a implantação do sistema integra o conjunto de projetos tecnológicos anunciados para a modernização dos serviços públicos.
Com intervenções em diferentes fases, os investimentos previstos para Goiânia incluem tanto obras que devem ser concluídas nos próximos anos quanto equipamentos que já estão em funcionamento. O impacto efetivo dessas iniciativas dependerá da execução dos projetos, do cumprimento dos cronogramas e da disponibilização das estruturas à população.
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