Gilmar pede a Moraes para investigar Zema no inquérito das fake news por vídeo com sátira a STF

 

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes devido a um vídeo satírico compartilhado por Zema em redes sociais, que ironiza os ministros da Corte. A assessoria do ex-governador não se manifestou sobre o assunto.


Na representação, Gilmar Mendes apontou a suspeita de indícios de crime na publicação. Romeu Zema deixou o governo de Minas em março com a intenção de ser pré-candidato à Presidência da República. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.


O ministro Alexandre de Moraes solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão sobre a inclusão de Zema no inquérito será tomada após a análise da PGR.


Conteúdo do vídeo que motivou o pedido


O vídeo compartilhado por Romeu Zema retrata uma conversa entre dois bonecos. Estes bonecos, caracterizados como fantoches, representam os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a anulação de quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.


Com um diálogo irônico, Gilmar responde que anularia as quebras. Em troca, ele pede uma cortesia no resort Tayayá, onde Toffoli possuía participação acionária.


A sátira faz referência a uma decisão de Gilmar Mendes. O ministro proferiu uma decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Esta empresa pertence a Toffoli e seus irmãos e recebeu aportes de um fundo de investimento, conforme revelado pelo Estadão.


Na representação enviada a Moraes, Gilmar Mendes afirmou que o vídeo "vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa".


Críticas de Romeu Zema ao STF


Nas últimas semanas, Romeu Zema endureceu o tom contra o STF em discursos públicos. Em um evento em 13 de abril, ele afirmou que o STF "já estava cheirando mal há alguns anos" e que "agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro".


No lançamento de seu programa de governo, em 16 de abril, Zema declarou que, caso fosse eleito presidente, iria "propor ao Congresso um novo Supremo".


Zema e Gilmar Mendes protagonizaram um embate público anterior. Diante das críticas de Zema, Gilmar relembrou nas redes sociais que o ex-governador de Minas acionou o STF. O objetivo era adiar o pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.


Romeu Zema rebateu publicamente. Ele declarou: "Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida."