Gilmar e Hugo Motta defendem preservação das instituições democráticas na reta final do segundo turno

Gilmar e Hugo Motta defendem preservação das instituições democráticas na reta final do segundo turno - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, decano da Corte, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam nesta terça-feira as instituições democráticas e preservação da democracia após o resultado do segundo turno da eleição presidencial, que acontece no próximo domingo. A disputa pelo Palácio do Planalto tem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como concorrentes. Tanto Gilmar, quanto Motta, se aproximaram de Lula durante o mandato presidencial do petista. O presidente da Câmara chegou a participar de atos de campanha a favor de Lula durante o primeiro turno da disputa presidencial. As declarações foram dadas durante um evento realizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), que tem Gilmar Mendes entre os fundadores. — Nada mais importante que recordar que instituições fortes constroem-se com diálogo, respeito às competências de cada Poder e com a disposição de buscar convergências, mesmo e sobretudo quando o debate é difícil. Independentemente do resultado do próximo domingo, defender nosso Estado Democrático de Direito. Essa é uma obrigação — declarou o presidente da Câmara. O partido de Motta, o Republicanos, declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Apesar disso, o comando nacional da sigla anunciou que os diretórios de Pernambuco e da Paraíba, estado de Motta, estão liberados para se aliarem a Lula. O candidato do PL terminou o primeiro turno da eleição na frente, com 47,03% dos votos válidos, já Lula pontuou 45,16%. Em sua fala, Gilmar Mendes defendeu a integridade do sistema eleitoral brasileiro e disse que o processo é “apurado com rapidez, transparência e segurança pela Justiça Eleitoral”. O ministro também disse que a Constituição resistiu a “provações severas e assim permanecerá”. — É preciso dizer com todas as letras: o Brasil, sob a égide da Constituição de 1988, é uma democracia constitucional sólida, que resistiu a provações severas ao longo do tempo. E assim permanecerá. Não apenas por obra de um tribunal ou de algumas instituições, mas porque se trata de uma conquista da sociedade. E o que ela tão duramente conquistou saberá preservar.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo