247 – Cerca de 60.000 crianças de Gaza perderam um ou ambos os progenitores e 800.000 menores continuam deslocados pela guerra genocida promovida por Israel, informou a HispanTV, citando a Unicef.
Durante uma coletiva de imprensa no Palácio das Nações, em Genebra, o porta-voz adjunto global da Unicef, Ricardo Pires, alertou que aproximadamente 60 mil crianças da Faixa de Gaza perderam um ou ambos os pais na guerra. Ele destacou as consequências psicológicas e humanitárias duradouras do conflito, ressaltando que cerca de 800 mil menores seguem deslocados, habitando tendas ou prédios danificados sem segurança, e quase todos necessitam de suporte psicossocial para lidar com os traumas.
Mesmo com a implementação do cessar-fogo em outubro de 2025, mais de 340 crianças morreram e centenas ficaram feridas no território desde então. Pires enfatizou que a superlotação dos acampamentos, a precariedade das instalações sanitárias e a degradação das condições de vida ameaçam diretamente a saúde das famílias, um risco que se intensifica com a chegada iminente do inverno. A crise de saneamento é severa: as seis estações de tratamento de esgoto de Gaza estão inoperantes, forçando o despejo de águas residuais não tratadas diretamente no mar e agravando os perigos ambientais e de saúde pública.
Apesar do cenário crítico, o porta-voz apontou alguns avanços proporcionados pela trégua, como o maior fluxo de ajuda humanitária e suprimentos comerciais, que auxiliou na segurança alimentar local. Na educação, mais de 560 mil crianças retomaram os estudos, parte delas distribuídas em mais de 200 centros educacionais mantidos pela Unicef.
Ainda assim, o fundo da ONU alerta que a permanência dos deslocamentos e a infraestrutura comprometida podem aprofundar a crise durante o inverno. O balanço geral aponta que, desde outubro de 2023, a guerra genocida israelense já deixou mais de 74 mil palestinos mortos, mais de 175 mil feridos e causou danos ou a destruição total em cerca de 90% da infraestrutura do enclave.
Brasil 247