Genial/Quaest: Petista lidera disputa pelo Senado em MG, e Aécio Neves aparece em segundo lugar
A ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos (PT) lidera a corrida eleitoral ao Senado Federal no estado, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira. Nos cenários testados, ela oscila entre 17% e 19%, e é seguida pelo deputado federal Aécio Neves (PSDB), que aparece com 11%. Até o momento, ela é o único nome com pré-candidatura confirmada na chapa dedicada à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado. O tucano, por sua vez, ainda não oficializou se irá tentar retornar ao Senado ou buscar a reeleição.
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Genial/Quaest: enquanto aliado de Ratinho Jr. soma apenas 5% das intenções de voto, 64% dizem que governador merece eleger sucessor
O terceiro lugar fica com o senador Carlos Viana (PSD), presidente da CPMI que apurou as fraudes no INSS, que aparece com 10%. Ele e Aécio estão empatados tecnicamente com o ex-deputado Marcelo Aro (PP) e o deputado federal Domingos Sávio (PL), que aparecem com 9% e 8%, respectivamente.
Senado (MG) - Cenário completo
Em uma disputa sem Aécio, Marília fica com 17%, empatada tecnicamente com Viana, que sobe para 15%. Domingos Sávio permanece com 8%, mas Aro cai para 4%. Ao todo, o levantamento ouviu 1.482 pessoas, em 69 municípios, entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Senado (MG) - Cenário sem Aécio
Composição com PSDB
Em meados deste mês, Marília declarou ser possível firmar uma aliança com o PSDB de Aécio. Apesar da histórica rivalidade entre tucanos e petistas, Marília destacou que ainda há nomes a serem definidos na chapa majoritária. O desejo de Lula é ter como pré-candidato ao governo em seu palanque o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que ainda não confirmou oficialmente se entrará na disputa.
Questionada sobre o fato da forte oposição de Aécio ao PT, Marília afirmou que "posicionamentos políticos se transformam", o que poderia fazer com que o tucano subisse no mesmo palanque do presidente.
— Assim como houve uma transformação da opinião do Rodrigo (Pacheco), que foi eleito com uma base de direita, mas que assumiu depois posições democráticas, avançadas e progressistas, isso também pode acontecer com qualquer outra liderança política — ressaltou Marília, no último dia 13, em declaração concedida a jornalistas durante evento de pré-campanha em Belo Horizonte.
Disputa pelo Governo
A Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira também mostra que o senador Cleitinho (Republicanos) lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno ao governo de Minas Gerais. No panorama mais completo de primeiro turno, ele aparece com 30% das intenções de voto, podendo variar até 37% a depender dos adversários testados. O governador Mateus Simões (PSD), por sua vez, escolhido como o nome à sucessão do ex-governador Romeu Zema (Novo), aparece somente na quinta posição.
Ainda conforme o cenário mais amplo de primeiro turno, Cleitinho é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), com 14%. Depois, quem aparece é o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 8% — que, embora não tenha lançado oficialmente sua pré-candidatura, é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser seu palanque no estado.
Governo de Minas Gerais - 1º Turno - Cenário I
Simões aparece empatado com Ben Mendes, do Missão. Já no PL, o empresário Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do estado (Fiemg), marca somente 2%. O partido atua para garantir um palanque mais forte para o senador Flávio Bolsonaro (RJ) em sua candidatura à Presidência.
O baixo desempenho de Simões ocorre em meio à piora na avaliação do governo e à queda da aprovação de Zema. Apesar do recente embate protagonizado pelo ex-governador miniro com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sua aprovação caiu de 62% em fevereiro de 2025 para 52% neste mês. A avalição negativa de seu governo quase dobrou no mesmo período, saltando de 14% para 26%.
Em um eventual primeiro turno sem a presença de Cleitinho — que ainda não confirmou oficialmente sua pré-candidatura —, a liderança é herdada por Kalil, com 18%. Nesse cenário, ele é seguido por Pacheco, com 12%, enquanto Simões aparece com 5% — atrás de Mendes, do Missão, com 6%.
Governo de Minas Gerais - 1º Turno (Sem Cleitinho)
Segundo turno:
No segundo turno, a maior vantagem de Cleitinho é justamente contra Simões. Enquanto o senador aparece com 43% das intenções de voto, o governador marca 13%. Nesse cenário, os indecisos são 11%, e votos em branco ou nulos representam 30%. A vantagem é similar contra Roscoe, que também marca 13%, enquanto Cleitinho oscila para 45%.
Cleitinho x Simões - 2º Turno
A menor vantagem de Cleitinho é contra Pacheco. Contra ele, o senador do Republicanos marca 43%, enquanto o nome preferido por Lula aparece com 23%. Brancos e nulos são 24%, além de 10% que se consideram indecisos.
Cleitinho x Pacheco - 2º Turno
Em cenários de segundo turno, o maior percentual de Cleitinho é alcançado contra Kalil, com 48%. Por sua vez, o ex-prefeito de Belo Horizonte marca 26%. A disputa tem o menor percentual de indecisos (8%) e também de votos em branco ou nulos (18%).
Cleitinho x Kalil - 2º Turno
Disputa sem Cleitinho:
Em um eventual segundo turno sem a presença de Cleitinho, Pacheco é quem venceria Simões no atual momento. O senador aparece com 30% contra o atual governador, que fica com 17%.
Pacheco x Simões - 2º Turno
Já Kalil, apesar de aparecer à frente de Pacheco nos cenários de primeiro turno, ficaria com 18% contra Simões no segundo turno. O governador, neste caso, aparece com 28% das intenções de voto.
Kalil x Simões - 2º Turno
Corrida eleitoral
Pacheco é visto como a opção mais viável pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a construção de um palanque forte governista em Minas, mas tem deixado em aberto a hipótese de estar no pleito. Dentro da janela partidária, ele deixou o PSD, que tem Simões como candidato, e migrou para o PSB, em um movimento visto por interlocutores como uma medida que o confere abertura para decidir se concorrerá ou não.
Já Simões disputará a eleição no cargo de governador, uma vez que assumiu o comando do estado após a renúncia de Zema, que se desincompatibilizou para concorrer à Presidência. Para sair candidato, Mateus também tem atuado para fechar a composição de sua chapa.
Uma das vagas estava prevista para o PL, seguindo, de acordo com o governador, um pedido feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes de ser preso no ano passado. A sigla, no entanto, tem considerado o lançamento de uma candidatura própria e atua para testar a viabilidade de Roscoe.
Em paralelo, apesar de liderar todos os cenários testados em pesquisas recentes, o senador Cleitinho também deixa em aberto a possibilidade de entrar na disputa pelo governo estadual, mas tem articulado por conta própria o desenho de uma chapa própria.
Ainda conforme a Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira, os dados indicam ainda um ambiente mais desfavorável para a continuidade do grupo político de Zema. Para 44% dos eleitores, o próximo governador deve “mudar totalmente” o rumo da administração estadual, enquanto apenas 13% defendem a continuidade integral e 38% preferem ajustes pontuais.
A resistência aparece também na sucessão: 49% dizem que Zema não merece eleger um sucessor, contra 42% que apoiam essa possibilidade — uma inversão em relação a fevereiro de 2025, quando o cenário era majoritariamente favorável ao governador.
