Genial/Quaest: percepção de moderação de Flávio Bolsonaro cresce, enquanto medo da família recua e empata com Lula

 

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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira indica uma mudança sutil, mas relevante, na percepção dos brasileiros sobre o senador Flávio Bolsonaro e sobre o peso político da família Bolsonaro. Segundo o levantamento, caiu a parcela dos que veem o parlamentar como tão radical quanto seus familiares: 45% dizem que ele não é mais moderado, número inferior aos 48% registrados em março. Já os que consideram Flávio mais moderado passaram de 38% para 39%, dentro da margem de erro, sugerindo uma leve melhora na sua imagem.

Genial/Quaest: Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula numericamente no 2° turno pela 1ª vez

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Embora a oscilação seja pequena, o movimento aponta para uma redução da resistência à figura do senador dentro do eleitorado. A percepção de moderação, ainda minoritária, cresce gradualmente, enquanto diminui a visão mais negativa, associada ao conjunto da família Bolsonaro.

Esse deslocamento ocorre em paralelo a uma mudança mais ampla na percepção de risco político. O percentual de brasileiros que dizem temer mais a volta da família Família Bolsonaro ao poder vem em trajetória de queda desde 2025. Eram 49% em setembro do ano passado, passando para 46% em janeiro, 44% em fevereiro, 42% em março e agora 43% em abril.

No mesmo período, o medo de continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu relativamente estável, oscilando entre 40% e 42%, dentro da margem de erro. Com isso, os dois indicadores passam a se aproximar e, na prática, empatam, evidenciando um cenário de polarização mais equilibrada na percepção de risco entre os eleitores.

Intenção de voto

O mesmo levantamento da Quaest em parceria com a Genial Investimentos mostra que o senador Flávio Bolsonaro aparece, pela primeira vez, numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. No cenário testado, Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Na rodada anterior, divulgada em março, ambos apareciam com 41%, enquanto em fevereiro o presidente tinha vantagem, com 43% contra 38% do senador. A oscilação indica um encurtamento da distância entre os dois e reforça o quadro de equilíbrio já sugerido por outros indicadores da pesquisa.

O levantamento também testou outros possíveis adversários de Lula. No cenário contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 43%, contra 35% do adversário. Já diante do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, Lula também marca 43%, enquanto o mineiro tem 36%. Neste caso, a diferença diminuiu em relação a março, quando o placar era de 44% a 34%.

Os dados reforçam um cenário ainda aberto para 2026, com vantagem mais consolidada do presidente frente a outros nomes da direita, mas maior competitividade no confronto direto com o senador, que desponta como principal adversário no momento.