Genial/Quaest: governo de Minas tem piora na avaliação e queda na aprovação, enquanto Zema tenta projeção nacional

 

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A aprovação do governo de Romeu Zema em Minas Gerais recuou e a avaliação da gestão piorou, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28). O movimento ocorre no momento em que o ex-governador intensifica sua projeção nacional, impulsionado por embates com o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente com o ministro Gilmar Mendes.

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De acordo com o levantamento, a aprovação de Zema caiu de 62% em fevereiro de 2025 para 52% em abril de 2026, enquanto a desaprovação subiu de 30% para 41%. A queda se acentua ao longo do segundo semestre do ano passado, quando o índice de aprovação já havia recuado para 55%.

A avaliação do governo também piorou. O percentual de entrevistados que classificam a gestão como positiva passou de 41% em fevereiro de 2025 para 32% agora. Já a avaliação negativa quase dobrou no período, saltando de 14% para 26%.

Os dados indicam ainda um ambiente mais desfavorável para a continuidade do grupo político de Zema. Para 44% dos eleitores, o próximo governador deve “mudar totalmente” o rumo da administração estadual, enquanto apenas 13% defendem a continuidade integral e 38% preferem ajustes pontuais.

A resistência aparece também na sucessão: 49% dizem que Zema não merece eleger um sucessor, contra 42% que apoiam essa possibilidade — uma inversão em relação a fevereiro de 2025, quando o cenário era majoritariamente favorável ao governador.

O levantamento ouviu 1.482 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o número MG-08646/2026.

Embate com o STF

O desempenho nas pesquisas contrasta com a recente explosão de visibilidade de Zema nas redes sociais. O embate com o STF nesta semana foi o tema que mais impulsionou o mineiro digitalmente em 2026, segundo levantamento da consultoria Bites. Entre os dias 20 e 23 de abril, o pré-candidato à Presidência ganhou seguidores em uma proporção dez vezes maior do que a média do ano.

Na segunda-feira passada, Gilmar Mendes enviou uma notícia-crime ao colega Alexandre de Moraes pedindo que Zema seja investigado no inquérito das fake news, após a publicação de um vídeo em que satiriza decisões do ministro. O mineiro classificou a iniciativa como “um absurdo”.

O levantamento aponta que houve 406 mil menções a Zema ou Gilmar no período, gerando mais de 4,1 milhões de interações nas redes sociais como X, Instagram, Facebook, YouTube e Bluesky — volume superior ao de outros temas recentes envolvendo o ex-governador. Dos dez posts mais populares de Zema em 2026, sete são ataques ao STF.

— Zema percebeu desde o início do ano que atacar o STF traz engajamento para ele nas redes sociais. Ele atrai um público da direita que tende a ser bolsonarista, mas deseja ver um candidato atacando de forma mais direta a Corte. Agora, ele sobe o tom contra Gilmar para colher a repercussão digital — avalia André Eler, diretor-técnico da consultoria.

Os dois vídeos mais populares do mineiro sobre o STF alcançaram 729 mil e 535 mil curtidas. Em um deles, ele sugere ter sido alvo de tentativa de silenciamento; em outro, compara ministros do Supremo à Coroa Portuguesa e afirma que “os intocáveis mudaram, mas o legado de Tiradentes permanece vivo”, em discurso com tom eleitoral.