247 – O custo dos combustíveis atingiu um nível histórico de alta em votações norte-americanas, tornando a gasolina — termômetro central da inflação percebida pelas famílias no país — o item mais caro já registrado em um dia de eleição, informa a CNN. Apesar da leve retração identificada nos postos ao longo das últimas semanas, dados levantados pela Associação Automobilística Americana (AAA) mostram que a gasolina comum registrou a média nacional de US$ 4,15 por galão nesta terça-feira (3).
A marca supera o pico anterior para votações, registrado em 2022, quando o valor atingiu US$ 3,80 por galão sob o mandato de Joe Biden, durante a maior onda inflacionária vivenciada pelos Estados Unidos em quarenta anos. A escalada atual nos preços decorre principalmente dos desdobramentos econômicos e militares da guerra com o Irã, iniciada sob a gestão de Donald Trump.
O cenário contrasta com as promessas de campanha feitas pelo republicano em 2024, quando prometia baratear o galão para patamares inferiores a US$ 2. Atualmente, o combustível custa mais de US$ 1 acima do valor verificado na eleição de 2024, período em que a média nacional se situava em US$ 3,10.
A apuração indica que a média do valor da gasolina ao longo do segundo mandato de Trump (US$ 3,481 por galão até o momento) ultrapassa os índices observados durante a presidência de Biden (US$ 3,471 por galão). Em termos reais, ajustados pela variação inflacionária, a média do país superou US$ 5 por galão na disputa eleitoral do ano de 2012.
O impacto se estende com severidade ao setor de transporte e logística. O diesel, insumo vital para a movimentação de mercadorias no mercado interno, atingiu US$ 6,29 por galão nesta terça-feira, ultrapassando expressivamente o recorde prévio de US$ 5,35 anotado em 2022.
Quando calculados os valores corrigidos pela inflação, o diesel também fixou a maior marca da história. Estudos da Universidade Brown apontam que o encarecimento continuo dos derivados do petróleo desde o início das hostilidades contra o Irã gerou um encargo financeiro adicional de US$ 151 bilhões aos consumidores norte-americanos, representando um impacto médio superior a US$ 1,1 mil por família no país.
Brasil 247