Gases da Tia Milena, do 'BBB 26', chamam atenção: o que eles podem revelar sobre um incômodo comum

 

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O que começou como um assunto dentro da casa do maior reality show do Brasil rapidamente ultrapassou o programa e ganhou repercussão fora dele: a frequência dos episódios de gases de Milena e o impacto disso na sua rotina e convivência com os demais confinados.

Em um ambiente monitorado 24 horas por dia, onde qualquer detalhe vira assunto, a situação chamou atenção pela recorrência, levantando um ponto com o qual muitas pessoas se identificaram imediatamente.

Afinal, quem nunca passou por um momento desconfortável por conta de gases, seja depois de almoçar correndo e sentir a indigestão ao longo da tarde, em um happy hour com amigos, em um encontro com a família reunida ou até após uma refeição mais pesada, como uma feijoada, quando o estufamento e o desconforto dos gases acabam falando mais alto?

Mas até que ponto isso é normal?

Do ponto de vista fisiológico, a produção de gases faz parte do funcionamento natural do organismo. Em média, uma pessoa saudável pode eliminar gases entre 10 e 20 vezes ao dia. Esse número costuma girar em torno de 14 episódios diários, variando de acordo com a alimentação, a microbiota intestinal e os hábitos de cada pessoa.

O que costuma chamar atenção não é apenas a frequência, mas quando há um aumento repentino ou quando os gases vêm acompanhados de sintomas como:

Sensação constante de estufamento;

Inchaço abdominal frequente;

Dor ou desconforto;

Alterações intestinais

Por que isso acontece?

A formação de gases está diretamente ligada a dois fatores principais: o ar ingerido durante a alimentação e a fermentação dos alimentos pelas bactérias intestinais.

Enquanto o cheiro está ligado ao processo de digestão de alguns alimentos, o barulho também faz parte da liberação natural dos gases e ambos podem gerar desconforto em situações do dia a dia: tanto o odor mais intenso quanto o barulho dos gases costumam estar associados ao constrangimento.

Além da alimentação, fatores como ansiedade, mudanças na rotina, intolerâncias alimentares e alterações da microbiota intestinal também podem aumentar a produção de gases, algo comum em situações de maior estresse ou mudanças de hábito, como as vividas em um confinamento.

Quando o pum deixa de ser apenas um incômodo pontual?

Embora seja um processo natural, o excesso de gases passa a merecer atenção quando começa a impactar o bem-estar ou a qualidade de vida.

Na maioria dos casos, o desconforto pode ser controlado com ajustes alimentares e com o uso de antigases à base de simeticona, substância que atua como uma aliada, quebrando as bolhas de gás ainda no estômago e no intestino, reduzindo o estufamento abdominal.

“Diferente do que muitas pessoas imaginam, a simeticona não provoca a eliminação dos gases, mas atua justamente na quebra dessas bolhas, ajudando a reduzir o desconforto”, explica Ana Giulia Pinheiro, executiva sênior de marketing da marca Luftal.

Pum é mais comum do que parece

Apesar de ainda ser cercado de constrangimento, o excesso de gases está entre as queixas digestivas mais comuns da população e, na maioria dos casos, tem causas benignas e tratáveis.

O episódio entre Milena e Ana Paula ajuda a trazer o tema para o centro da conversa, não apenas como um assunto passageiro, mas como uma oportunidade de ampliar o entendimento sobre algo que faz parte da rotina de muitas pessoas — ainda cercado de estigmas e tabus, seja por questões emocionais ou pelo constrangimento social.

Falar sobre o tema com mais naturalidade também é um passo importante para que cada vez mais pessoas consigam identificar os sinais do próprio corpo e encontrar formas de aliviar o desconforto, recuperando a sensação de bem-estar e confiança com o próprio corpo no dia a dia.