Garotinho descarta apoio a Paes ou Ruas no 2º turno e defende nova eleição caso seja o mais votado

Garotinho descarta apoio a Paes ou Ruas no 2º turno e defende nova eleição caso seja o mais votado - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Anthony Garotinho (Republicanos) descartou neste domingo (4) apoiar Eduardo Paes (PSD) ou Douglas Ruas (PL) em um eventual segundo turno. A declaração, feita pouco antes de seu voto no Catete, representa uma mudança em relação ao que o ex-governador havia dito na véspera, quando admitiu a possibilidade de conversar com Ruas e apoiá-lo “contrariado”. Garotinho também voltou a defender a realização de uma nova eleição caso seja o candidato mais votado no primeiro turno e seus votos sejam posteriormente anulados pela Justiça Eleitoral. — Não existe “menos bandido”. Todos os dois são bandidos — afirmou. Match para as urnas: Faça os testes do GLOBO e veja candidatos a presidente, governador, senador e deputado que combinam com você Cola eleitoral: Monte a lista dos seus candidatos, faça o download e imprima O candidato também disse que não pretende participar de um eventual governo de Ruas ou Paes. — De nenhum dos dois. Não há hipótese, eu não apoio bandido — afirmou. No sábado, em uma live no Instagram, Garotinho havia dito que poderia conversar com o candidato do PL. No entanto, ele explicou que a possibilidade de diálogo não significava necessariamente apoio. Garotinho, candidato a governador do Rio, vota no Colégio Zaccaria, no Catete Ana Branco / Agência O Globo — Com o outro [Douglas Duas] eu posso até conversar. Não quer dizer que eu vou votar. É outra coisa, o que eu falei é que eu posso conversar — disse. No que diz respeito ao voto para presidente, ele disse optar por Flávio Bolsonaro. — Decidi hoje pela manhã. Nenhum dos dois, na minha opinião, vai enfrentar o principal problema que, para mim, deveria ser enfrentado, que é pagamento de juros a essa elite financeira do Brasil. Nenhum dos dois vai enfrentar isso, mas, pelo menos na questão da segurança pública, eu espero que ele seja melhor que o Lula — afirmou. Garotinho também voltou a sustentar que, caso seja o candidato mais votado no primeiro turno e seus votos sejam anulados posteriormente, deverá haver uma nova eleição para o governo do Rio. Ele citou o artigo 224, parágrafo 3º, do Código Eleitoral. No WhatsApp: Entre na comunidade Eleições 2026 e receba as notícias em primeira mão A regra estabelece que, nas eleições majoritárias, se a Justiça Eleitoral indeferir o registro ou cassar o diploma de candidato eleito em decisão definitiva, devem ser realizadas novas eleições, independentemente da quantidade de votos anulados. A aplicação da norma ao caso de Garotinho, no entanto, dependerá do desfecho de sua situação na Justiça Eleitoral. — Eu estou pedindo à população que eu seja o mais votado para que haja novas eleições — afirmou. O ex-governador disse ainda que seus advogados apresentaram um novo recurso em Brasília contra a decisão que retirou o efeito da liminar que permitia que sua candidatura permanecesse válida. Garotinho classificou a decisão judicial como ilegal e afirmou que pretende “recorrer até o fim”. Apuração em tempo real: Acompanhe a abertura das urnas no dia 4 de outubro; veja resultados por mapas e por bancada Na disputa presidencial, Garotinho declarou voto a Flávio Bolsonaro (PL), mas considera que nenhum dos principais concorrentes é um candidato ideal. Anthony Garotinho aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto no estado. No entanto, com a candidatura indeferida pelo TRE-RJ, os institutos apresentam dois cenários: um com candidato na disputa e outro sem.

No Datafolha deste sábado (4), por exemplo, Paes tem 49% dos votos válidos e Ruas, 40%, quando Garotinho é retirado da conta. Quando ele aparece, os dois caem para 46% e 38%, respectivamente, enquanto Garotinho soma 7%. Na Quaest do mesmo dia, Paes tem 51% e Ruas, 43% sem Garotinho; com ele, ficam em 49% e 40%, e o ex-governador aparece com 6% Entenda o caso A controvérsia gira em torno do momento em que começou a ser contado o período de suspensão dos direitos políticos de Garotinho. O TRE-RJ entendeu que o ex-governador ainda está sujeito à restrição. A defesa, por outro lado, sustenta que o prazo decorrente da condenação por improbidade administrativa começou a correr em 2018, e não apenas no ano passado, quando houve o trânsito em julgado do processo. Pela interpretação dos advogados, portanto, o período de suspensão já teria sido cumprido. A jurisprudência do TSE considera a suspensão dos direitos políticos um impedimento ao preenchimento das condições de elegibilidade. A Corte também tem precedentes segundo os quais alterações jurídicas ou fáticas que interfiram na elegibilidade podem ser consideradas até a data do primeiro turno. Garotinho recorreu ao TSE na quarta-feira depois que o TRE-RJ concluiu o julgamento de seu pedido de registro e manteve o indeferimento da candidatura. Os advogados pediram à Corte Superior que revertesse a decisão e autorizasse definitivamente a participação do candidato na disputa pelo governo do Rio. Antes de analisar o mérito do recurso, Floriano já havia tomado decisões relacionadas à situação de Garotinho durante a reta final da campanha. Na quarta-feira, o ministro autorizou que o candidato retomasse os atos de campanha até uma decisão definitiva sobre o registro. Na noite desta quinta-feira, Floriano também determinou que o TRE-RJ encaminhasse "imediatamente" ao TSE os autos do processo. No despacho, o ministro citou a "relevância do julgamento", diante da proximidade da votação e dos possíveis efeitos sobre a contabilização dos votos. A determinação atendeu a um pedido da coligação do candidato Eduardo Paes (PSD), que havia solicitado urgência na tramitação. A iniciativa buscava permitir que o TSE analisasse a situação de Garotinho antes do primeiro turno. Confira o resultado da última pesquisa Datafolha para o governo do Rio, divulgada em 3/10: 1º TURNO - VOTOS VÁLIDOS SEM GAROTINHO Eduardo Paes (PSD) — 49% Douglas Ruas (PL) — 40% William Siri (PSOL) — 4% André Marinho (Novo) — 2% Coronel Busnello (Missão) — 2% Cyro Garcia (PSTU) — 1% Juliete Pantoja (UP) — 1% Luan Monteiro (PCO) — 1% 1º TURNO - VOTOS VÁLIDOS COM GAROTINHO Eduardo Paes (PSD) — 46% Douglas Ruas (PL) — 38% Anthony Garotinho (Republicanos) - 7% William Siri (PSOL) — 4% Coronel Busnello (Missão) — 2% André Marinho (Novo) — 1% Cyro Garcia (PSTU) — 1% Juliete Pantoja (UP) — 1% Luan Monteiro (PCO) — 1% 2º TURNO Eduardo Paes (PSD) — 50% Douglas Ruas (PL) — 41% Indecisos: 3% Branco/nulo/não vai votar: 6% Contratada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa do Datafolha, registrada no TSE sob o número RJ- 01334/2026, ouviu 2.010 eleitores de sexta-feira (28) a este sábado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Confira o resultado da última pesquisa Quaest para o governo do Rio, divulgada em 3/10: 1º TURNO - VOTOS VÁLIDOS SEM GAROTINHO Eduardo Paes (PSD): 51% Douglas Ruas (PL): 43% William Siri (PSOL): 3% André Marinho (Novo): 1% Coronel Busnello (Missão): 1% Juliete (UP): 1% Cyro Garcia (PSTU): 0% Luan Monteiro (PCO): 0% 1º TURNO - VOTOS VÁLIDOS COM GAROTINHO Eduardo Paes (PSD): 49% Douglas Ruas (PL): 40% Anthony Garotinho (Republicanos): 6% William Siri (PSOL): 3% André Marinho (Novo): 1% Coronel Busnello (Missão): 1% Cyro Garcia (PSTU): 0% Juliete (UP): 0% Luan Monteiro (PCO): 0% 2º TURNO Eduardo Paes (PSD): 45% (eram 43%) Douglas Ruas (PL): 33% (eram 33%) Branco/nulo/não vai votar: 11% (eram 15%) Indecisos: 11% (eram 9%) A Quaest fez 3204 entrevistas com eleitores fluminenses nos dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo RJ-03032/20260

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