Já pensou em ganhar dinheiro de acordo com o seu desempenho em partidas online, mas sem ser um pro player? Pois bem, essa é a proposta da Gamers Brawl, uma marca que tem como principal proposta premiar os jogadores pelo desempenho deles em jogos online. Criada para premiar jogadores casuais e competitivos pelo desempenho que eles obtêm nas partidas online de League of Legends e Counter-Strike 2, por exemplo, a Gamers Brawl chega ao mercado querendo conquistar o gamer.
Para conhecermos mais sobre a plataforma, o IGN Brasil conversou com Bruno Niro, CEO e fundador da Gamers Brawl. IGN Brasil: Como surgiu a plataforma da Gamers Brawl e qual foi o intuito inicial de vocês?
Niro: Apesar de a ideia ter surgido de uma brincadeira entre amigos, a Gamers Brawl nasceu da percepção de que existia uma distância muito grande entre o jogador comum e o cenário competitivo de eSports. Hoje, milhões de pessoas jogam diariamente e desenvolvem suas habilidades, mas poucas têm acesso a competições organizadas ou oportunidades de serem recompensadas pelo próprio desempenho.
Nossa ideia foi justamente democratizar esse acesso, criando uma plataforma que permitisse ao jogador competir utilizando os jogos que já fazem parte da sua rotina, sem precisar integrar uma equipe profissional ou participar de grandes campeonatos. IGN Brasil: Como funciona a Gamers Brawl e quais são os benefícios para os jogadores?
Niro: A Gamers Brawl é uma plataforma de competições baseadas em habilidade, na qual os jogadores podem disputar confrontos individuais e receber premiações de acordo com seu desempenho. Nosso principal diferencial é a dinâmica de competição 1x1.
O jogador entra em uma fila, encontra um oponente na plataforma e disputa utilizando sua própria partida ranqueada do jogo, sem precisar entrar em salas personalizadas. A pontuação considera o desempenho durante a partida, incluindo eliminações, assistências e vitórias, entre outros critérios.
Os resultados são apurados automaticamente por meio de integrações com os jogos e, ao final, vence o 1x1 quem soma mais pontos. Isso é interessante porque unimos o entretenimento que o jogador já encontra nos games à oportunidade de competir contra outros jogadores de nível semelhante.
IGN Brasil: Vocês pagam os jogadores de acordo com a habilidade deles em disputas dentro da plataforma. Mas eu gostaria de saber os critérios de avaliação para isso.
Como vocês evitam jogadores que usam trapaças para obter melhores números? E como arrecadam fundos para essas premiações? Niro: Cada jogo possui uma metodologia própria de pontuação, desenvolvida a partir de métricas que valorizam o desempenho individual.
No League of Legends, por exemplo, avaliamos indicadores como eliminações, assistências, participação em objetivos, visão de mapa, desempenho econômico e vitórias. Cada critério é balanceado considerando as particularidades de cada função e estilo de jogo.
Assim, quem joga de suporte, por exemplo, não fica em desvantagem em relação a quem joga de ADC. Para garantir a integridade das disputas, passamos muito tempo desenvolvendo um sistema próprio de prevenção a fraudes, que analisa o comportamento dos jogadores e identifica padrões suspeitos, como alterações anormais de desempenho, manipulação de partidas e uso irregular de contas.
Esse sistema utiliza machine learning e é aprimorado constantemente: quanto mais partidas e dados reunimos, mais preciso ele se torna na identificação de comportamentos fora do padrão. Quando uma fraude é confirmada, podemos cancelar resultados, bloquear premiações, suspender contas ou aplicar banimentos permanentes.
Além disso, o adversário do jogador que trapaceou tem seus créditos integralmente ressarcidos. Em relação às premiações, os jogadores contribuem com os valores de participação.
Uma parcela é destinada à remuneração da plataforma, enquanto o restante compõe a premiação, conforme as regras de cada modalidade. A Gamers Brawl é remunerada por meio de um take rate, que varia de 10% a 20%, dependendo da dinâmica e do jogo em que ocorre a competição.
IGN Brasil: O mercado de apostas esportivas está sob intensa regulação no Brasil. Qual é a base jurídica formal que sustenta a operação como competição de habilidade (skill-based gaming) em vez de aposta ou jogo de azar?
Niro: A Gamers Brawl foi estruturada com base no conceito de competições de habilidade, em que os resultados são determinados pelo desempenho dos próprios participantes, e não por mecanismos de sorteio ou resultados aleatórios. Nossa dinâmica se aproxima da lógica dos campeonatos tradicionais de eSports.
Os jogadores competem a partir de critérios técnicos previamente definidos, com pontuações transparentes e resultados apurados automaticamente. Entendemos que existe uma distinção importante entre competições de habilidade e modalidades de apostas regulamentadas.
Por isso, nosso modelo operacional e nossas regras são estruturados considerando essa diferenciação e a legislação brasileira aplicável. IGN Brasil: A aproximação com organizações tradicionais, como a paiN Gaming, e grandes influenciadores busca combater a desconfiança inicial da comunidade gamer? Qual tem sido a receptividade do público?
Niro: A construção de credibilidade é um dos nossos principais objetivos. Estamos apresentando uma dinâmica relativamente nova ao mercado brasileiro, então é natural que parte do público queira entender melhor como a plataforma funciona antes de participar.
A aproximação com organizações como a paiN Gaming e influenciadores reconhecidos no cenário nos ajuda a ampliar essa exposição e, principalmente, a apresentar a experiência da Gamers Brawl na prática. A receptividade tem sido muito positiva.
Durante a BGS 2026, por exemplo, contabilizamos mais de 800 confrontos de 1x1 de League of Legends, além de contarmos com a participação de personalidades como Gordox, Kami, Dynquedo, Babs, Isma e Revolta. Também tivemos mais de 800 novos cadastros durante o evento e, até o momento, cerca de 40% desses jogadores já ativaram seus cupons e estão ativos na plataforma.
Esses resultados reforçam que, quando o público conhece e experimenta nossa dinâmica, conseguimos transformar a curiosidade inicial em engajamento real.
BR IGN