Galípolo diz ter receio de que mudanças nas regras provoquem distorção na finalidade do FGC, após projeto ampliar cobertura

Galípolo diz ter receio de que mudanças nas regras provoquem distorção na finalidade do FGC, após projeto ampliar cobertura

 

Fonte: Bandeira



O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou temer que projetos que estendem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investimentos em fundos de pensão provoquem uma "distorção" na finalidade do fundo.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou uma proposta para que o fundo possa ressarcir os fundos de previdência de estados e municípios afetados pela crise do Banco Master e que estabelece que, nesse caso, não teria limite para ressarcimento.

Hoje, esse limite é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição ou R$ 1 milhão no total.

Segundo Galípolo, o objetivo do FGC é proteger o investidor de varejo e disse que o tíquete médio é bastante inferior ao limite de R$ 250 mil por instituição.

— Quando a gente passa para o investidor institucional, a gente tem que tomar cuidado para não distorcer o mecanismo. O investidor de um fundo de pensão é profissional, está ali pago e remunerado para fazer investimento. Tenho bastante receio de provocar distorção sobre a finalidade do FGC — disse, ponderando que não cabe ao BC comentar iniciativas legislativas.

Galípolo ainda disse que uma mudança como essa poderia provocar um desequilíbrio no pressuposto feito em qualquer seguro de que não haverá um sinistro de todos os segurados no mesmo momento.

— O fundo garantidor é uma proteção para economia popular e para evitar corrida bancária — complementou o diretor de Fiscalização, Ailton Aquino.