Fundador da Victoria's Secret é apontado como cúmplice de Epstein pelo FBI, revelam documentos ocultos

 

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Os parlamentares responsáveis pela análise dos arquivos de Jeffrey Epstein divulgaram os nomes dos seis homens que tiveram as identidades omitidas nos arquivos pelo governo dos Estados Unidos. A divulgação foi feita pelo congressista democrata Ro Khanna.

Entre os nomes estão o magnata Leslie Wexner, fundador da marca Victoria's Secret. Também estavam omitidos Sultan Ahmed bin Sulayem, CEO da DP World e empresário bilionário dos Emirados Árabes Unidos; e outros quatro identificados como Nicola Caputo, Salvatore Nuara, Zurab Mikeladze e Leonic Leonov.

Embora os laços de Wexner com Epstein já fossem de conhecimento público e seu nome tivesse surgido em divulgações anteriores, agora foi revelado que ele parece ter sido considerado um cúmplice de Epstein pelo FBI, embora não enfrente acusações criminais relacionadas aos crimes de Epstein.

Khanna não apresentou provas de irregularidades contra nenhum deles, nem eles foram acusados ​​de qualquer crime relacionado a Epstein.

'Se encontramos seis homens que eles estavam escondendo em duas horas, imagine quantos homens eles estão acobertando nesses três milhões de arquivos' disse Khanna durante seu discurso no plenário.

Ele reafirmou que a maioria dos arquivos permanece oculta.

Crianças e adolescentes entre 9 e 15 anos estão entre vítimas de Epstein, revelam parlamentares

Epstein em vídeo dentro da prisão.

Reprodução

De acordo com parlamentares bipartidários dos Estados Unidos, que analisaram parte dos arquivos sem restrição divulgados pelo Departamento de Justiça, crianças e adolescentes estão também entre as vítimas do criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O deputado Jamie Raskin cita uma criança de nove anos e também outras de 15, 14 e 10 anos.

'Vi uma menção a uma menina de 9 anos. Quer dizer, isso é simplesmente absurdo e escandaloso', comentou.

Em meio a isso, os deputados também criticaram a falta de divulgação de alguns nomes citados e conhecidos, que teriam sido deixados tapados nos arquivos revelados.

Eles afirmaram que nomes de seis homens foram ocultados nos novos documentos divulgados no fim de janeiro, sem explicação do Departamento de Justiça americano. O republicano Thomas Massie e o democrata Ro Khanna disseram que as pessoas omitidas provavelmente têm ligação com o escândalo.

Os parlamentares integram um grupo dos dois maiores partidos americanos — republicanos e democratas — que têm acesso às versões não censuradas dos documentos e puderam compará-las com os arquivos editados pelo Ministério da Justiça.

Também na segunda-feira (9), Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, se recusou a responder às perguntas de um comitê do Congresso americano sobre o caso.

Como já era esperado, ela invocou o direito ao silêncio garantido pela Quinta Emenda da Constituição dos Estados Unidos. No entanto, afirmou que pode prestar depoimento caso receba um indulto do presidente americano, Donald Trump.

Ghislaine Maxwell é, até o momento, a única pessoa condenada por crimes ligados a Jeffrey Epstein, encontrado morto na prisão em 2019. Ela foi considerada culpada em 2021 por tráfico sexual de menores sob a liderança de Epstein e cumpre pena de 20 anos em uma penitenciária no Texas, no sul do país.