Funcionário de zoológico japonês diz ter jogado corpo da esposa em incinerador de animais mortos, e parque fecha às vésperas de feriado

 

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Às vésperas de um dos períodos turísticos mais movimentados do Japão, um caso policial alterou a rotina de um dos zoológicos mais populares do país. Em Asahikawa, no norte japonês, a abertura da temporada de verão do zoológico Asahiyama foi adiada depois que um funcionário disse à polícia ter descartado o corpo da esposa no incinerador usado pelo parque para queimar carcaças de animais mortos.

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A revelação colocou o local no centro de uma investigação criminal e levou autoridades municipais a manter o zoológico fechado por mais tempo, enquanto a polícia aprofunda as apurações. O Asahiyama, inaugurado em 1967, estava fechado desde 8 de abril para manutenção e deveria reabrir nesta quarta-feira, a tempo da Golden Week — sequência de feriados que tradicionalmente impulsiona o turismo no Japão. Agora, permanecerá fechado ao menos até sexta-feira.

Na semana passada, policiais fizeram buscas dentro das instalações do zoológico após o funcionário relatar que teria usado o incinerador do parque para se desfazer do corpo da mulher, segundo a imprensa japonesa. O equipamento é normalmente usado para descartar carcaças de animais quando morrem.

As autoridades já procuravam pela mulher depois que uma amiga registrou seu desaparecimento junto à polícia. Foi durante essa apuração que surgiu o relato que mudou o rumo do caso.

O impacto vai além da investigação criminal. Com mais de 1 milhão de visitantes por ano, o Asahiyama é um dos zoológicos mais conhecidos do Japão, famoso por recintos projetados para aproximar público e animais, com estruturas incomuns como cúpulas de vidro e áreas suspensas que permitem observação mais próxima dos bichos.

'Crise sem precedentes', diz prefeito

Diante da crise, o governo municipal pediu desculpas pelo transtorno e alertou que o parque pode voltar a fechar sem aviso prévio caso a investigação exija novas diligências.

Em entrevista coletiva, o prefeito de Asahikawa, Hirosuke Imazu, descreveu o momento como uma “crise sem precedentes”.

— Ninguém poderia ter previsto isso — afirmou. Em seguida, acrescentou: — Estou tomado por uma imensa ansiedade e enfrento uma crise de magnitude sem precedentes.

Apesar do abalo, a prefeitura tenta preservar a temporada turística.

— Estamos nos preparando para recebê-los, então esperamos que o maior número possível de pessoas venha ao parque — disse Imazu, mirando a reabertura assim que as condições permitirem