Funcionária de instituição psiquiátrica é acusada de arrastar menino de 13 anos nos EUA

 

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Um vídeo de câmeras de vigilância obtido pelo jornal americano Winchester Gazette tornou-se elemento central no julgamento que começou nesta segunda-feira (9) contra Michelle Yates e a Escola Grafton, em Berryville, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. As imagens mostram um menino de 13 anos, internado em uma instituição psiquiátrica, sendo arrastado dentro de um quarto por uma funcionária. O processo, movido em nome do adolescente, acusa a funcionária e a instituição de abuso físico contra criança e de destruição de provas.

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Segundo o Winchester Gazette, Yates e a Grafton deveriam comparecer ao Tribunal do Circuito de Winchester para responder à ação civil, na qual o vídeo é apontado como uma das principais evidências. As gravações fazem parte do sistema interno de vigilância da unidade e registram a rotina de atendimento a residentes da ala psiquiátrica, incluindo o adolescente.

Acusações e destruição de provas

Momento das agressões

Captura de tela/Winchester Gazette

Nas imagens, Yates aparece ao lado do menino antes de ele se agarrar às pernas dela. Em seguida, diante de outros residentes e de uma colega de trabalho, a funcionária o segura pela camisa e o arrasta por alguns metros pelo quarto. Durante a ação, a camiseta do adolescente se desloca e se prende ao redor do pescoço. Após ser puxado novamente, o garoto fica imóvel por um breve momento, volta a se mover e tenta se aproximar da funcionária, até ser conduzido para outro cômodo, cuja porta é fechada.

Os advogados do adolescente afirmam que as consequências do episódio também teriam sido registradas pelas câmeras, mas que essas imagens foram posteriormente destruídas pela instituição. “As famílias colocam seus filhos em instituições como a Grafton esperando que sua segurança seja protegida”, declarou Gray Broughton, advogado do autor da ação, ao Winchester Gazette. “Este caso levanta sérias questões sobre a conduta dos funcionários e sobre como a instituição reagiu após o incidente.”

A ação judicial sustenta que Yates e a Escola Grafton causaram danos físicos ao adolescente, falharam na supervisão adequada e não preservaram provas relevantes. Em seu material institucional, a unidade de Berryville se descreve como um centro seguro voltado a oferecer a crianças e adolescentes habilidades para o convívio em comunidade. Procurada, a equipe de marketing e comunicação da Grafton informou que a organização não comenta casos em litígio.