A presidente do Peru, Keiko Fujimori, anunciou nesta quarta-feira a criação do Comando Unificado, uma autoridade militar e policial que comandará as ações para enfrentar a crescente onda de criminalidade no país. Com 34 milhões de habitantes, o Peru atravessa sua pior crise de segurança desde o fim do conflito armado interno (1980-2000), com a expansão de grupos criminosos violentos. 'Operações de influência maligna': EUA e aliados alertam para 'planos letais' do Irã na América Latina Leia também: Governo Trump reduz financiamento militar à América Latina ao menor nível desde 2001, mesmo com avanço de aliados na região Os homicídios no país saltaram de 1.000 em 2018 para 2.600 em 2025, e as denúncias de extorsão, de 3.200 para 26.500. "Hoje anuncio a criação de um Comando Unificado para enfrentar e derrotar a criminalidade e a delinquência", declarou Keiko durante uma cerimônia no quartel-general do Exército. "Aqui [...] vamos estabelecer um grande centro de operações para coordenar todas as ações", acrescentou.
Ela não especificou quem comandará o Comando Unificado, nem se autoridades civis farão parte dele. O anúncio foi feito durante a apresentação de uma unidade de "Forças Combinadas para o Combate ao Crime Organizado", composta por 1.350 militares e policiais de elite. "Vamos colocar esses criminosos miseráveis à disposição da justiça e proteger a sociedade, para que sejam processados de acordo com a lei", disse a mandatária. A filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que assumiu o poder em 28 de julho após vencer as eleições por uma margem estreita, afirmou que "o povo peruano" a "elegeu com grande esperança, para que a ordem retorne". Keiko Fujimori, de 51 anos, prometeu durante a campanha que enfrentaria a criminalidade com mão de ferro, assim como seu falecido pai, condenado por violações de direitos humanos.
O Globo