África do Sul tenta impedir leilão de bens pessoais de Nelson Mandela

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O governo da África do Sul recorreu à Suprema Corte do país nesta terça-feira para tentar impedir o leilão, nos Estados Unidos, de itens que pertenceram a Nelson Mandela, argumentando que fazem parte do patrimônio nacional. Essa batalha judicial, que começou há quatro anos, envolve 29 itens, desde a carteira de identidade do herói antiapartheid até algumas das camisas icônicas do ex-presidente. Do tamanho da palma da mão: Cão chinês com mais de 600 anos vai a leilão e pode render até R$ 70 mil no Reino Unido Peru: Tumba com restos mortais de 38 pessoas é descoberta em cidadela pré-hispânica Uma casa de leilões americana, em colaboração com uma das filhas de Mandela, pretende colocar os itens à venda. A Agência de Recursos Patrimoniais da África do Sul (SAHRA) e o Ministério da Cultura pediram à Corte Constitucional que declare a venda e a exportação desses itens ilegais, argumentando que eles devem permanecer na África do Sul. Esses objetos "são considerados patrimônio histórico e sua exportação sem autorização é ilegal", afirmaram, segundo um resumo do caso publicado pela Corte. Anunciado inicialmente em 2021, o leilão organizado pela Guernsey's, uma casa de leilões sediada em Nova York, foi suspenso em 2022 após processos judiciais iniciados pela SAHRA (Autoridade Sul-Africana de Recursos Humanos) para recuperar o controle de alguns dos itens. Após os tribunais sul-africanos darem sinal verde para a venda, ela foi anunciada novamente em 2024, antes de ser suspensa mais uma vez, enquanto o governo continuava seus esforços para impedi-la. Em janeiro, o Supremo Tribunal de Apelação rejeitou as objeções da SAHRA, decidindo que a agência de proteção do patrimônio "tinha que demonstrar em que medida cada um desses objetos constituía um bem patrimonial", de acordo com o resumo. Makaziwe Mandela, uma das filhas de Mandela, havia autorizado a venda para financiar a construção de um jardim memorial perto do túmulo de seu pai na aldeia de Qunu. Entre os outros itens estão roupas, escritos e presentes de presidentes dos EUA, incluindo Barack Obama e Bill Clinton. Mandela foi eleito o primeiro presidente da África do Sul democrática em maio de 1994 e governou até junho de 1999. Ele faleceu em dezembro de 2013, aos 95 anos.

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