Frentes parlamentares produtivas apresentam manifesto sobre mudança na jornada de trabalho
Uma coalizão formada pelas frentes parlamentares produtivas apresentou um manifesto sobre a possÃvel mudança na jornada de trabalho no Brasil. O documento é assinado por grandes representantes da economia, como as Confederações Nacionais da Indústria, do Comércio e da Agricultura.
O grupo afirma que debater a qualidade de vida do trabalhador é legÃtimo, mas faz um alerta. Segundo o manifesto, a diminuição da jornada só será sustentável se vier acompanhada de aumento de produtividade.
O setor produtivo defende quatro pontos principais nesse debate: preservação do emprego formal, foco em tecnologia para elevar a produtividade e a definição de regras diferenciadas por meio de negociação coletiva em cada setor. Além disso, as entidades pedem que o debate fique fora de disputas eleitorais.
Outro ponto explorado pelas frentes produtivas é um estudo do economista José Pastore. O estudo foi apresentado ontem em BrasÃlia e voltou a ser citado nesta terça-feira (03).
Segundo Pastore, a adoção do modelo de jornada 6x1 resultaria em um aumento de 22% nos custos para os empregadores. Esse impacto, consequentemente, poderia ser repassado aos consumidores, elevando despesas, pressionando a inflação e gerando impactos na economia. Ele também faz um alerta em relação ao risco de aumento do desemprego.
Com base nesse estudo, os parlamentares têm defendido outras propostas. Entre elas está uma PEC apresentada pelo deputado MaurÃcio Marcon (PL), que prevê dar ao trabalhador a possibilidade de escolher a quantidade de horas trabalhadas por semana, bem como o formato de pagamento.
