Frente fria avança em Rio, SP e Minas; RS e SC têm ventos fortes com rajadas de até 90 km/h; veja previsão

 

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A quinta-feira (9) terá predomínio de tempo mais estável no Sudeste, avanço de uma massa de ar frio no Sul com queda de temperatura e ventos fortes, e pancadas de chuva mais intensas concentradas no Norte do país, segundo mapas meteorológicos e análise de especialistas. O cenário é influenciado pela passagem de uma frente fria pelo litoral e pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

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No Sudeste, a frente fria ainda atua de forma mais afastada, mas mantém a entrada de umidade em parte da região, especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. As áreas com maior chance de chuva aparecem de forma isolada, sem grandes volumes na maior parte dos estados, enquanto São Paulo deve ter mais presença de neblina do que chuva.

— Essa frente fria ainda dá suporte para entrada de umidade no Sudeste, por isso essas áreas com maior chance de chuva, especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo — diz a meteorologista Andrea Ramos.

— Em São Paulo, o destaque acaba sendo mais a presença de neblina do que chuva mais volumosa — acrescenta.

No Sul, o avanço de uma massa de ar frio marca a primeira incursão mais significativa do outono, com queda nas temperaturas e redução da instabilidade. No Rio Grande do Sul, as mínimas ficam entre 12°C e 15°C, com valores mais baixos em áreas de maior altitude. Em Santa Catarina e no sul do Paraná, variam entre 14°C e 17°C.

— Já é a primeira incursão de ar frio mais característica do outono. Essa massa começa a se organizar melhor e provoca queda de temperatura, principalmente no Rio Grande do Sul — afirma Andrea.

Além do frio, o estado gaúcho segue com alertas para vento forte. A Defesa Civil aponta condição de atenção para rajadas entre 70 km/h e 90 km/h no extremo sul, com risco moderado de destelhamento e queda de árvores. Também há aviso para o Nordeste e o litoral médio e norte do estado, com ventos entre 60 km/h e 80 km/h e o mesmo nível de risco.

No restante do país, o destaque segue sendo a instabilidade. No Norte, os maiores volumes de chuva se concentram sobre Amazonas, Acre, Rondônia e áreas do norte do Pará, além de trechos do Maranhão e do Piauí. A combinação de calor e alta umidade favorece a formação de nuvens carregadas, com trovoadas e rajadas de vento, principalmente à tarde.

— Na região Norte ainda segue aquela tendência de calor e umidade, dando suporte para desenvolvimento de nuvens e pancadas com trovoadas e rajadas de vento, principalmente nesses pontos mais intensos — diz Andrea.

— Na faixa mais ao Norte, como Amapá, norte do Pará, Maranhão e Piauí, isso também ocorre por influência da Zona de Convergência Intertropical, que ainda está atuando e favorece volumes de chuva mais significativos nessas áreas — completa.

No Centro-Oeste, há condições para pancadas isoladas, sobretudo entre Mato Grosso e o norte de Mato Grosso do Sul, enquanto no Nordeste a influência da ZCIT mantém áreas de instabilidade mais ao norte da região.