Fraudes com imagens no Gov.br mostram por que biometria sozinha não basta

 

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Golpes digitais que exploram a manipulação de imagens reacenderam o alerta sobre a segurança das contas Gov.br e a confiabilidade dos sistemas de autenticação biométrica no Brasil. Casos recentes mostram que criminosos conseguem acessar dados sensíveis ao combinar engenharia social, falsificação visual e falhas na verificação de identidade digital, levantando preocupações sobre a proteção das informações dos cidadãos. Fraudes com deepfake: como golpistas burlam biometria no Gov.br Como aumentar a segurança da conta Gov.br Embora a biometria seja considerada um dos métodos mais seguros de autenticação, especialistas alertam que ela não deve ser utilizada de forma isolada. Segundo Daniel Barbosa, especialista em segurança da informação da ESET, nenhum mecanismo é infalível quando usado sozinho. Técnicas de fraude, que vão desde ataques digitais até abordagens mais tradicionais, podem ser exploradas para burlar sistemas baseados apenas em reconhecimento facial ou de imagem. De acordo com o especialista, a estratégia mais eficaz para reduzir riscos é adotar múltiplas camadas de proteção. A combinação de biometria com senhas fortes e outros fatores de autenticação aumenta significativamente a segurança das contas e dificulta a ação de criminosos, especialmente em plataformas que concentram dados pessoais e serviços públicos essenciais. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- O papel das deepfakes e métodos de manipulação O uso de tecnologias de inteligência artificial, como as deepfakes, permite a criação de vídeos e áudios com aparência real utilizando poucos recursos de hardware e dados da vítima. Barbosa explica que "com uma, duas fotos ou a alguns poucos segundos de áudio, o criminoso já consegue montar um vídeo bem verossímil, que às vezes consegue até burlar sistemas de detecção". Além da tecnologia avançada, métodos rudimentares, como o uso de fotos impressas com manipulações físicas, também são empregados para enganar sistemas biométricos. O desafio técnico para as instituições reside em equilibrar o desempenho dos sistemas com o processamento necessário para garantir uma segurança rigorosa. Para mitigar riscos, a orientação é adicionar camadas extras de proteção. "Sempre adicionar camadas de segurança, é possível sim evitar passar por esse tipo de golpe, seja ele tendo sido criado por inteligência artificial ou de formas mais rudimentárias", afirma Barbosa. Caso o usuário identifique acessos suspeitos em seu histórico ou alterações cadastrais, a recomendação é trocar a senha imediatamente, ativar o segundo fator de autenticação, registrar um boletim de ocorrência e contatar o suporte da plataforma. Para conferir a análise completa e aprender a proteger seus dados, ouça o episódio completo do Podcast Canaltech e siga o programa nas principais plataformas de áudio. Leia também: Como aumentar o nível da conta do Gov.br | Guia Prático Por que usar senhas fortes no Gov.br? Conta dá acesso ao IRPF, documentos e mais Grok gera deepfakes sensuais sem consentimento no X e vira alvo de investigações Leia a matéria no Canaltech.