Fraude no INSS: deputada do Ceará é alvo de operação da PF e terá de usar tornozeleira eletrônica

 

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A Polícia Federal cumpre dois mandados de prisão nesta terça-feira na Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os alvos está a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que passará a utilizar tornozeleira eletrônica e teve os endereços vasculhados.

Os agentes também realizaram outros 18 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares diversa, no estado do Ceará e no Distrito Federal. A ação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União.

Os mandados foram expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.

Segundo a PF, o objetivo é "aprofundar as investigações da Sem Desconto para esclarecer a prática de diversos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial".

Entenda o esquema

As investigações apontam que sindicatos e associações cobravam de aposentados e pensionistas descontos nos seus pagamentos entre 2019 e 2024. Segundo a PF e a CGU, a permissão para as cobranças eram fraudadas. Com isso, milhares de pessoas tiveram parte dp dinheiro de suas aposentadorias desviadas sem sua autorização.

Com isso, a arrecadação por meio dessas mensalidades aumentou de forma significativa nos últimos dois anos. Os investigadores calcularam que o valor do prejuízo pode chegar a mais de R$ 6 bilhões.

Matéria em atualização