A diplomacia francesa anunciou, nesta sexta-feira (4), que abandonará os mapas-múndi que utilizam a projeção de Mercator, o padrão cartográfico por séculos, argumentando que ela contribui para supervalorizar visualmente certas regiões em detrimento de outras, particularmente a África. Samba, a capivara ‘foragida’, é vista viva cinco meses após fugir de zoológico no Reino Unido Este anúncio ocorre no momento em que, por iniciativa da União Africana e com o apoio francês, um documento será apresentado à ONU nesta sexta-feira para promover projeções cartográficas mais justas ou mais científicas, que sejam mais fiéis ao tamanho real dos continentes, segundo uma fonte diplomática. A dificuldade com os mapas reside em como traduzir a forma esférica da Terra para uma superfície plana. O geógrafo, cartógrafo, filósofo e teólogo Gerardus Mercator, nascido em 1512 no que hoje é a Bélgica, apresentou a projeção que leva seu nome em 1569 para facilitar a navegação marítima. Mas seu mapa eurocêntrico distorce as áreas próximas aos polos enquanto encolhe as regiões equatoriais, fazendo com que regiões como a Europa e a América do Norte pareçam muito maiores do que realmente são, enquanto a África e a América do Sul parecem menores. A Groenlândia, portanto, aparenta ter o mesmo tamanho que a África e a América do Sul, quando, na realidade, o continente africano é 14 vezes maior que a ilha ártica, e o Brasil sozinho é quatro vezes maior. O Ministério das Relações Exteriores da França "abandonará a projeção de Mercator em favor de representações cartográficas adaptadas aos usos atuais, mais fiéis às áreas reais do território e de acordo com as recomendações de cartógrafos e cientistas", declarou o ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, em Paris.
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França se une à África por mapas-múndi mais representativos e abandona projeção usada há séculos; entenda
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