França registra menor produção de vinho desde 1957 por seca e ondas de calor

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A produção de vinho na França em 2026 está abaixo de 34 milhões de hectolitros, 6% menos que em 2025, anunciou o Ministério da Agricultura nesta segunda-feira (7), o menor nível desde 1957. O país é o segundo maior produtor de vinho do mundo, atrás da Itália. Resultado: Chanceler alemão diz estar 'profundamente chocado' com vitória do AfD, de extrema direita, em eleição regional Quer morar fora? Veja guia interativo com informações sobre 36 países Quer mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp A queda de 17% em relação à média de 2021-2025 é explicada tanto pela redução das superfícies quanto pelos rendimentos, afetados pela seca e pelas ondas de calor do verão, aponta o serviço de estatísticas do Ministério da Agricultura (Agreste). Até 1º de setembro, a produção é calculada em 33,9 milhões de hectolitros, contra 35,9 milhões do ano passado. Esta é uma das menores safras dos últimos 30 anos, segundo o Agreste. Um hectolitro equivale a 100 litros. De acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), que reúne as estatísticas mundiais de produção e consumo de vinho, a França já havia registrado em 2025 sua menor produção desde 1957. Na semana passada, a França anunciou mais de um bilhão de euros em apoio emergencial aos agricultores. Apesar desse movimento, grupos agrícolas disseram que o pacote não atendeu às necessidades do setor. As projeções para a produção de algumas regiões são de declínio acentuado. Entre os destaques estão Champagne que pode apresentar queda de 49% em relação a 2025 e 47% abaixo da média dos últimos cinco anos; Bourgogne-Beaujolais com redução de um terço, e Val de Loire e Charentes com 12% e 6% a menos, respectivamente. Outras áreas do país podem ter aumento na produção, mas, ainda assim, não será o suficiente para compensar a redução e evitar a queda nos números nacionais. Languedoc-Roussillon, que produz mais vinho na França, deve subir 5% em relação à colheita do ano passado. Recordes de temperatura A França enfrentou uma série de ondas de calor ao longo do verão neste ano. Foram longos períodos de altas temperaturas, com regiões ultrapassando a marca dos 40 °C, definidos como algo "nunca visto antes" no país, segundo a Ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher. Por semanas houve tempo seco, o que ajudou a agravar os incêndios que assolaram o país por dias. Em julho, um grande incêndio devastou áreas próximas à região vinícola de Bordeaux, forçando que pessoas fossem evacuadas pelas autoridades. Até aquele mês, mais de 50 mil hectares queimaram na França, quase o triplo do registrado no mesmo período de 2025, segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez. Os efeitos desses fenômenos também afetaram a saúde dos franceses. O país registrou aumento nas mortes em domicílio em períodos em que ondas de calor estavam vigentes. As altas temperaturas acima da média são prejudiciais principalmente a pessoas com mais de 65 anos. Um dos fatores de agravamento foi as residências despreparadas para longos períodos de calor, o que faz com que a temperatura no interior do imóvel fique alta. (Com informações da AFP, Reuters e France 24.)

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