A Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão às Fraudes (DGCCRF) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) da França emitiram um alerta, nesta sexta-feira, sobre o recolhimento de quase 300 mil preservativos possivelmente defeituosos e recomendaram que usuários dos produtos realizem testes de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez.
As autoridades conduziram análises em laboratórios com diversos preservativos regulares, vendidos em lojas e farmácias, para verificar a real conformidade com os requisitos aplicáveis durante a produção em série e ao longo de todo o ciclo de vida do produto.
Os resultados identificaram duas marcas que não cumpriam os requisitos, caracterizadas por “risco de rompimento e, em uma delas, pela presença de perfurações”, segundo explicam os órgãos em nota.
Aproximadamente 260 mil unidades foram recolhidas entre o fim de maio e o início de agosto.
A Direção-Geral da Saúde francesa recomenda aos consumidores que tenham utilizado os preservativos que “procurem um laboratório de análises clínicas para realizar testes de detecção de infecções sexualmente transmissíveis e façam um teste de gravidez caso seja constatado atraso na menstruação”.
Além da avaliação dos produtos, as autoridades sanitárias também investigaram a venda de preservativos que nem mesmo tinham a marcação europeia de conformidade (CE) necessária para a comercialização, ou seja, que eram itens irregulares.
Foram identificadas 30 marcas de preservativos do tipo vendidas online, em grandes marketplaces, que representavam aproximadamente mil caixas comercializadas, ou mais de 40 mil preservativos.
Esses itens também “podem apresentar riscos graves à saúde e à segurança dos usuários, como infecções sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejadas”, complementam as autoridades.
Os marketplaces envolvidos foram notificados para remover os anúncios e informar os consumidores sobre a irregularidade dos itens.
