França multa a Shein em R$ 130 milhões por falhas na relação com os consumidores
A França multou a empresa de fast fashion Shein em € 22 milhões (cerca de R$ 130 milhões) por descumprir as regras do país de proteção ao consumidor. Os problemas apontados incluem desde falhas nas devoluções de produtos e confirmação de pedidos, até irregularidades relacionadas à informação sobre a qualidade ambiental dos itens vendidos na plataforma.
A empresa classificou a penalidade como desproporcional e afirmou que irá contestá-la.
A Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão às Fraudes da França informou, nesta quarta-feira, que aplicou uma multa de € 16,7 milhões (cerca de R$ 97 milhões) por problemas ligados às confirmações de pedidos e uma multa adicional de € 5,8 milhões (cerca de R$ 33 milhões) por irregularidades relacionadas às devoluções e às informações sobre a qualidade ambiental dos produtos.
A Shein, que conquistou milhões de consumidores com orçamento apertado ao redor do mundo graças aos seus preços extremamente baixos em roupas, eletrônicos e acessórios, vem enfrentando um escrutínio crescente na França desde novembro, quando o órgão de defesa do consumidor identificou em seu site a venda de bonecas sexuais com aparência infantil e de armas cuja comercialização foi proibida.
Anteriormente, em julho do ano passado, a França já havia multado a Shein em €40 milhões por descontos considerados enganosos. As autoridades também tentaram suspender o funcionamento de seu marketplace, mas essa medida foi rejeitada pelo Tribunal de Apelação de Paris em março.
A mais recente punição foi contestada pela empresa:
“Problemas técnicos, sem qualquer impacto para os consumidores e já corrigidos quando necessário, foram utilizados como base para uma penalidade excepcional”, afirmou um porta-voz da Shein em comunicado. “Por isso, pretendemos contestar vigorosamente ambas as sanções em sua totalidade.”
