França investiga ligação do Irã em tentativa de atentado a bomba contra banco americano em Paris
As autoridades francesas anunciaram nesta segunda-feira (30) que estão investigando uma possível ligação com o Irã com uma atentado a bomba frustrado em frente a um prédio do Bank of America em Paris no fim de semana.
Segundo o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, a suspeita é pela semelhança com outras tentativas de atentados recentes na Europa, que foram reivindicadas por um grupo pró-Irã.
As autoridades estão estabelecendo uma 'ligação direta' com o Irã porque o 'modus operandi é em todos os aspectos semelhante às ações que foram realizadas na Holanda e na Bélgica' disse Nuñez à rádio francesa RTL nesta segunda (30).
Na manhã de sábado (28), policiais de Paris avistaram dois suspeitos carregando uma sacola de compras perto da agência do Bank of America, no 8º arrondissement da capital francesa.
Três suspeitos foram presos e a Procuradoria Nacional Antiterrorismo abriu uma investigação por supostos crimes relacionados ao terrorismo.
Irã chama exigências de Trump para fim da guerra de 'excessivas' e 'descabidas'
Novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
HAMED JAFARNEJAD/INSA/AFP
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, voltou a afimar nesta segunda-feira (30) que o país 'não teve nenhuma negociação direta com os Estados Unidos até o momento'.
Segundo ele, em comentários divulgados pela agência de notícias semifoficial Tasnim, o que foi debatido até agora foram 'mensagens que recebemos por meio de intermediários, afirmando que os EUA querem negociar'.
Baqaei defendeu que 'não há como' acreditar nas afirmações dos diplomatas americanos, que ficam 'mudando de posição'.
'O Irã deixou clara sua posição desde o início, e sabemos muito bem qual é o quadro que estamos considerando. O material que nos foi transmitido contém exigências excessivas e descabidas'.
'As reuniões que o Paquistão realiza são uma estrutura que eles mesmos estabeleceram e da qual não participamos. É bom que os países da região se preocupem em pôr fim à guerra, mas devem ter cuidado com quem a iniciou', declarou.
Apesar disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma declaração para repórteres que o Irã teria concordado com a 'maioria' da lista de exigências dos EUA para o fim da guerra em 15 pontos.
'Eles estão concordando com o plano. Pedimos 15 coisas e, na maior parte, vamos pedir mais algumas', disse o republicano.
As residências de autoridades americanas e israelenses se tornaram 'alvos legítimos' para o Irã, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando militar conjunto do Irã. A afirmação ocorre depois que o país alertou o presidente dos EUA, Donald Trump, de que estava conduzindo tropas americanas para o 'pântano da morte', em meio a relatos de uma invasão terrestre.
Zolfaghari afirmou que militares e políticos americanos e israelenses residentes no Oriente Médio poderiam ser alvos de ataques, após relatos de que residências de iranianos teriam sido alvejadas.
Essas falas ocorrem após especulações de que oficiais do Pentágono estão se preparando para possíveis operações terrestres no Irã , que poderiam durar semanas, informou o The Washington Post no final de semana.
Milhares de fuzileiros navais americanos chegaram à região a bordo do USS Tripoli no sábado, de acordo com o Comando Central dos EUA .
No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou na sexta-feira (27) que os EUA poderiam atingir seus objetivos sem uma invasão terrestre.
