França e Espanha iniciam voos de repatriação de passageiros do MV Hondius sob protocolo rígido após surto de hantavírus
Começou neste domingo a repatriação internacional de passageiros desembarcados do MV Hondius, cruzeiro ligado a um surto de hantavírus que mobilizou autoridades sanitárias de vários países. A operação, iniciada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, envolve os primeiros voos especiais para levar ocupantes de volta a seus países sob protocolos rígidos de hospitalização, quarentena e acompanhamento médico.
Cinco passageiros franceses embarcaram em um voo médico especial que decolou de Tenerife por volta do meio-dia, no horário local. A operação foi acompanhada por Nicolas Pillerel, da embaixada francesa na Espanha, responsável por supervisionar a logística no local.
Segundo ele, o centro de crise do Ministério das Relações Exteriores da França organizou uma aeronave especial equipada com equipe médica para transportar os passageiros até um aeroporto na região de Paris.
Ao chegarem à França, os cinco serão hospitalizados por 72 horas para exames e monitoramento, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois, poderão voltar para casa, mas ainda terão de cumprir 45 dias de isolamento sob acompanhamento rigoroso das autoridades sanitárias francesas.
A mobilização elevou o nível de alerta em Paris. Diante da situação, Sébastien Lecornu, primeiro-ministro francês, convocou uma reunião extraordinária com ministros e autoridades de saúde para discutir a resposta do país ao caso.
Chega a Madri o avião com os espanhóis evacuados
O primeiro avião com pessoas evacuadas do cruzeiro Hondius após o surto de hantavírus chegou neste domingo à base militar de Torrejón de Ardoz, perto de Madri, com 14 passageiros espanhóis, segundo constatou a AFP.
O navio chegou de madrugada à ilha espanhola de Tenerife, no arquipélago das Canárias, e os espanhóis, que foram os primeiros a serem evacuados, serão agora transferidos para um hospital e terão que cumprir um período de quarentena.
