França deixa cruzeiro com mais de 1,7 mil pessoas em quarentena após morte suspeita por vírus

 

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Mais de 1.700 pessoas foram colocadas em quarentena a bordo de um navio de cruzeiro que chegou a Bordéus, na França, nessa terça-feira (12), vindo da cidade de Brest. Isso ocorreu após a morte de um passageiro de 90 anos por suspeita de gastroenterite, informaram as autoridades de saúde. Esse é um dos sintomas do norovírus.

Entre os 1.233 passageiros, na sua maioria britânicos e irlandeses, além do falecido, cerca de 50 apresentaram sintomas e estão a ser testados para o norovírus. Há também 514 tripulantes a bordo.

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O navio da Ambassador Cruise Line, que partiu das Ilhas Shetland a 6 de maio, fez escalas em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordéus, de onde deverá regressar a Espanha.

Diferente do hantavírus, o norovírus é uma doença que possui uma taxa de mortalidade bem menor, mas pode afetar grupos de risco e pessoas mais velhas. Geralmente ele causa gastrointerite, por isso a verificação.

Além disso, o norovírus é conhecido por ser altamente contagioso.

Diretor da OMS afirma que hantavírus 'não é uma nova covid' e nega 'surto maior'

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Fabrice COFFRINI / AFP

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (12) em Madrid, na Espanha, que a organização já aguarda que sejam confirmados mais casos de hantavírus após o surto em cruzeiro.

Ele afirma que isso se deve ao intervalo entre o primeiro caso de hantavírus no MV Hondius e a sua identificação como tal, bem como às medidas tomadas para impedir a sua propagação.

Durante a coletiva, ele relembrou que o primeiro caso foi em 6 de abril, mas a confirmação só ocorreu quase 20 dias depois, com muita interação entre os passageiros:

'Como vocês sabem, o período de incubação é de seis a oito semanas. Devido a essa interação, enquanto ainda estavam no navio, mesmo tomando algumas medidas preventivas... é de se esperar que haja mais casos', disse.

Na mesma entrevista, Tedros deu ênfase em diversos momentos que o vírus 'não é a próxima COVID', em referência a pandemia de coronavírus.

Ele também reforçou que não há sinais de um 'surto maior'.

O tema vem sendo repetido em todas as coletivas de imprensa realizadas pela entidade, e seu diretor-geral chegou a escrever uma carta à população de Tenerife para enfatizar esse ponto, antes da chegada do navio de cruzeiro.

A OMS tem afirmado repetidamente que o risco para o público permanece baixo.

Até o momento, a organização contabiliza nove casos confirmados e suspeitos, porém o governo espanhol já considera esse número de 11, sendo nove confirmados e outros dois prováveis. Segundo a contagem da OMS, três pessoas morreram, um casal holandês de 69 anos e um passageiro alemão.