Fotógrafo palestino vence Pulitzer por cobertura em Gaza; Veja registros

 

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O Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do jornalismo mundial, anunciou os vencedores da edição de 2026 nesta terça-feira (5). Entre os destaques está o palestino Saher Alghorra, vencedor da categoria “Fotografia Breaking News” por sua cobertura na Faixa de Gaza para o jornal The New York Times. O prêmio é concedido anualmente pela Universidade Columbia, em Nova York, desde 1917.

Saher produziu uma série fotográfica que retrata os horrores da guerra na Faixa de Gaza. O trabalho foi descrito pelo júri como “comovente e sensível, retratando a devastação e a fome em Gaza resultantes da guerra com Israel”.

Torre Mushtaha é alvo de bombardeio

Saher Alghorra/The New York Times

Uma das imagens da série que lhe garantiu o prêmio mostra o bombardeio à Torre Mushtaha, um marco da Cidade de Gaza, em 9 de maio de 2025.

O mês sagrado islâmico, durante o qual os muçulmanos praticantes jejuam até o pôr do sol, coincidiu com o cessar-fogo na guerra

Saher Alghorra/The New York Times

Em 3 de abril, o fotojornalista registrou a família de Tamer Hassan al-Shafei quebrando o jejum do Ramadã entre os restos carbonizados de sua casa. “Fotografei porque senti que estavam se agarrando à vida, cuidando de seus ferimentos e tentando reconstruir suas vidas com os meios mais simples”, comentou Alghorra sobre a cena.

Fotógrafo palestino é premiado por cobertura da guerra em Gaza

Saher Alghorra/The New York Times

Em outra imagem, palestinos em Al-Mawasi aguardam para receber uma refeição gratuita. No registro, feito em 9 de janeiro de 2025, o júri destacou que, diante das rigorosas restrições de Israel à ajuda humanitária em Gaza, a única comida disponível vinha de cozinhas comunitárias mantidas por instituições de caridade locais.

Yazan Abu al-Foul, de 2 anos, com sua mãe, Naeema Abu al-Foul

Saher Alghorra/The New York Times

Em 19 de julho, Alghorra fotografou uma mãe e seu filho de dois anos vivendo em um prédio danificado ao lado de uma praia na Cidade de Gaza, onde Naeema viu o menino adoecer. “O que mais me chocou ao fazer essa foto foi que, antes, tentei brincar com ele para deixá-lo à vontade. Mas encontrei a criança como se não tivesse alma — extremamente frágil, sem reagir a nenhuma das minhas tentativas. Seus olhos estavam fixos, mal conseguiam se abrir. Tirar essa foto me despedaçou”, relatou o fotógrafo.

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