Força Municipal do Rio será expandida para a Cinelândia, região campeã de furtos e roubos
A Força Municipal vai expandir sua atuação a partir do dia 29 de março. Além das duas bases já atendidas, que englobam a região do Jardim de Alah e da Rodoviária Novo Rio, os agentes também vão atuar na Avenida Presidente Vargas, no Campo de Santana, na Central do Brasil e na Cinelândia. A região, segundo a prefeitura, é campeã de roubos e furtos, por isso receberá a expansão.
Dados da prefeitura apontam que 53% das ocorrências dessa área acontecem durante as noites de dias úteis, sendo que o pico ocorre na saída do trabalho.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que a intenção é que a Força Municipal expanda sua área de atuação a cada duas semanas.
'Nós começamos por duas áreas. Nos dois dias, funcionou muito bem. A gente está muito otimista, já anunciamos aqui a expansão, Campo de Santana, Presidente Vargas, outras áreas da cidade. A cada 15 dias, nós vamos expandindo essas áreas de atuação, chegando nos calçadões principais da nossa Zona Oeste, em áreas de maior índice de criminalidade na zona norte da cidade, atendendo toda a cidade'.
Nos dois primeiros dias de atuação, a Força Municipal realizou abordagens, como a de uma motocicleta sem placa e a de pessoas em situação de rua que estavam na região da rodoviária.
A ação dos agentes leva em consideração uma mancha criminal e os horários de maior incidência de ocorrências. O secretário Municipal de Segurança Urbana, Breno Carnevale, explicou que, por isso, não há uma base fixa e que, também por essa motivação, alguns integrantes da imprensa não encontraram a Força Municipal nos primeiros dias de atuação.
'A gente tem um segmento de rua com alta incidência de furto e roubo e o patrulhamento vai ser feito sempre de acordo com os trechos de horário de maior incidência criminal. Isso significa dizer que, muito provavelmente, se os senhores forem às oito horas da manhã no entorno do Jardim de Alah, não necessariamente, e muito provavelmente, os senhores não verão a Força Municipal ali, porque a mancha criminal aponta que o crime ali acontece num horário específico. E é claro que a Força Municipal não vai estar exatamente na faixa de horário que o crime acontece, vai ter uma elasticidade para menos e para mais por uma questão de estratégia policial'.
Segundo a prefeitura do Rio, não houve necessidade de uso de arma de fogo nos primeiros dias de atuação. Só nos primeiros dias de operação, as câmeras corporais dos agentes filmaram 1300 horas de atuação.
