Foragido, defesa de Oruam apresenta laudo de ansiedade e depressão; família pede respeito

 

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A defesa do rapper Oruam compartilhou nesta terça-feira (24) o laudo médico que aponta diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada associado a Transtorno Depressivo Moderado. Após a divulgação do documento, a família do artista, de 25 anos, divulgou nota pedindo respeito e empatia diante da situação.


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Segundo o relatório, o cantor apresenta quadro compatível com ansiedade excessiva, alterações no sono e no apetite, fadiga mental, dificuldade de concentração e sofrimento psíquico persistente. O documento descreve ainda prejuízo funcional considerado significativo, com impacto no desempenho de atividades profissionais, sociais e cognitivas, especialmente em contextos que exigem tomada de decisão, atenção prolongada e estabilidade emocional.


O laudo também aponta que o quadro pode estar sendo agravado pela hipervigilância diante da possibilidade de prisão, além de condições de saúde anteriores, como tuberculose e pneumonia, e questões familiares.


A defesa sustenta que o tratamento deve ocorrer fora do sistema prisional, sob o argumento de que o encarceramento pode intensificar o quadro clínico.


Crimes


O cantor responde a processo por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada em julho de 2025, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele também é réu por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.


A audiência que estava prevista para a última segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), foi remarcada para 30 de março em razão da ausência de uma das vítimas no processo.


Foragido


Oruam é considerado foragido após descumprimento de medidas cautelares. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), a tornozeleira eletrônica utilizada por ele está desligada desde 1º de fevereiro. O equipamento havia sido instalado no fim de setembro de 2025, quando ele deixou a prisão.


Segundo a Seap, foram registradas 66 ocorrências de violação do monitoramento, atribuídas à falta de carregamento da bateria. Diante das irregularidades, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou o habeas corpus anteriormente concedido e determinou o restabelecimento da prisão. Na decisão, o ministro Joel Ilan Paciornik apontou descumprimento reiterado da medida cautelar, com períodos prolongados sem funcionamento do equipamento, o que teria comprometido a fiscalização.


A investigação que levou à prisão do artista começou na noite de 21 de julho de 2025, quando policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) cumpriam mandado de busca e apreensão na residência dele, no Joá. Durante a operação, um adolescente alvo da ação fugiu após confusão no local. Vídeos gravados por pessoas presentes foram incorporados ao inquérito que embasou o pedido de prisão.


Oruam permaneceu preso por mais de 60 dias no Complexo de Gericinó até obter decisão do STJ que permitiu responder ao processo em liberdade, mediante uso de tornozeleira eletrônica.