Fonte do governo do Irã diz que há pontos 'inaceitáveis' na proposta de paz dos EUA
Uma fonte do governo do Irã afirmou à agência de notícias iraniana Tasnim, nesta quarta-feira (6), que há pontos "inaceitáveis" na última proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos. De acordo com a autoridade, Teerã ainda não respondeu Washington sobre o texto enviado, mas não deve ser desta vez que o acordo será fechado.
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Um parlamentar iraniano, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa, minimizou as notícias de que um acordo de paz com o país com os EUA está próximo e fez ameaças contra Washington, dizendo que o "Irã tem o dedo no gatilho".
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda é muito cedo para conversas diretas com membros do governo do Irã.
As negociações entre os dois lados seguem de forma indireta, mediada pelo Paquistão.
Trump disse mais cedo na rede Truth Social que, se o Irã cumprir o que foi acordado, a guerra de poderá terminar e o Estreito de Ormuz reaberto.
O republicano ainda revelou que se eles não concordarem, os bombardeios começarão e, infelizmente, serão em um nível e intensidade muito maiores do que antes.
Trump suspende operação que tinha como objetivo abrir o Estreito de Ormuz
A ameaça surge horas depois de Trump ter suspendido a operação militar americana "Projeto Liberdade", que visava abrir o Estreito de Ormuz, devido ao que ele chamou de "grande progresso" alcançado em direção a um "acordo completo e definitivo com os representantes do Irã".
Trump afirmou que a operação será suspensa por "um curto período" para verificar se um acordo com Teerã pode ser finalizado.
As Forças Armadas do Irã retrataram a decisão do presidente dos EUA de suspender o "Projeto Liberdade" como uma vitória iraniana.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura" em um comunicado nesta quarta-feira (06). No entanto, o trânsito de navios comerciais no Estreito continua "congelado".
Ataques israelenses no Líbano deixam seis mortos e três feridos
No campo dos bombardeios, uma nova onda de ataques israelenses no Líbano matou seis pessoas e feriu outras três, informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) nesta quarta (06).
O exército israelense anunciou uma série de ataques contra a infraestrutura do Hezbollah "em diversas áreas" no sul do Líbano, após emitir uma ordem de retirada para 12 aldeias, incluindo algumas que não estão localizadas no sul do país.
