Fogo em depósito de papel higiênico vira incêndio de grandes proporções nos EUA
Um funcionário da Kimberly-Clark foi preso sob acusação de incêndio criminoso após um grande incêndio atingir, na manhã desta terça-feira, um centro de distribuição na Califórnia que atende cerca de 50 milhões de pessoas.
A instalação, localizada em Ontario, Califórnia, a cerca de 56 km de Los Angeles — armazena lenços faciais e papel higiênico, segundo um relatório local da Fox. O vice-chefe do Corpo de Bombeiros de Ontario, Mike Wedell, disse à Bloomberg News que o telhado do prédio desabou completamente e todos os produtos no interior foram destruídos.
Fotos do local mostraram o prédio inteiro tomado pelas chamas. Às 14h30 (horário na Califórnia), Wedell informou à Bloomberg que o incêndio estava contido, mas ainda não totalmente extinto. A Kimberly-Clark afirmou em comunicado à Bloomberg News que não houve registro de feridos. As ações da empresa caíram 4,1% no pregão de hoje.
Wedell confirmou que um funcionário do sexo masculino da empresa de papel foi preso, acrescentando que ainda não há informações disponíveis sobre a identidade do suspeito.
“Esse incêndio foi considerado suspeito desde os estágios iniciais”, disse Wedell. A causa do fogo ainda está sob investigação, acrescentou.
O incêndio “representa risco de escassez de suprimentos na Costa Oeste para mais de 3% das vendas” da Kimberly-Clark nos Estados Unidos e pode elevar os custos de transporte, segundo nota de Diana Gomes, analista sênior de indústria da Bloomberg Intelligence.
Em nota a clientes, o analista Michael Lavery, da Piper Sandler, escreveu que o nível de impacto é “difícil de avaliar” neste momento, mas armazéns e centros de distribuição na região frequentemente abastecem grandes mercados no norte da Califórnia, Arizona e Nevada.
Ele não pretende atualizar suas projeções financeiras para a empresa “sem maior visibilidade sobre a magnitude e a duração do impacto de quaisquer possíveis interrupções”.
A Kimberly-Clark, que vende as marcas de fraldas Huggies e lenços Kleenex, concordou em comprar a fabricante de Tylenol, a Kenvue.
