FMI libera mais US$ 1 bilhão para a Argentina após revisar programa de crédito

FMI libera mais US$ 1 bilhão para a Argentina após revisar programa de crédito

 

Fonte: Bandeira



O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira a liberação de uma nova parcela de US$ 1 bilhão do programa de crédito concedido à Argentina há um ano, no valor total de US$ 20 bilhões.

Surpresa positiva: Economia argentina cresce 3,5% em março, bem acima das estimativas

O novo título de Messi: jogador argentino amplia negócios fora do campo e se torna o segundo bilionário do futebol

O sinal verde para o novo desembolso veio após a segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF), uma linha de empréstimo do FMI criada para países com problemas econômicos mais profundos e estruturais, considerada positiva pelos dirigentes do Fundo.

Segundo o FMI, apesar de um cenário global e doméstico mais desafiador, a execução do programa “permaneceu sólida”, refletindo políticas econômicas prudentes e ajustes adequados.

A Argentina não conseguiu cumprir uma das metas acordadas, de acumulação de reservas internacionais líquidas, mas, segundo o Fundo, “a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas essenciais foi atingida”.

Initial plugin text

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, elogiou os resultados “impressionantes” da agenda econômica do governo de Javier Milei, afirmando que o país avançou na estabilização econômica e na construção de um modelo mais orientado ao mercado.

O FMI, porém, ressaltou que, diante dos riscos externos e internos, será essencial manter agilidade na formulação de políticas e planejamento de contingência para preservar os objetivos do programa.

O ajuste fiscal promovido por Milei, que incluiu cortes de gastos sociais e redução de subsídios, gerou protestos no país, mas o governo consolidou apoio parlamentar no ano passado.

Durante sua gestão, a inflação anual caiu de 117% em 2024 para 31% em 2025, enquanto a Argentina registrou superávit nas contas públicas e avançou em reformas, como a trabalhista, após ampliar sua base de apoio no Congresso.